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quarta-feira, 9 de junho de 2021

A oração de Jabes 07 - Apossando-se da oração de Jabes


 Quero desafia-lo a fazer da oração de Jabez parte integrante de seu dia a dia. Para tanto quero encoraja-lo a seguir firmemente durante os próximos 30 dias o plano aqui descrito. No final deste período, você perceberá mudanças significativas em sua vida, e a oração estará prestes a se tornar um valoroso e contínuo hábito.

 1.       Faça a oração de Jabez todas as manhãs e registre um diário, marcando num calendário ou num quadro que você separou especificamente para este propósito.

2.       Escreva a oração e cole-a em sua bíblia, na geladeira, no espelho do banheiro ou em qualquer outro lugar que o faça se lembrar de sua nova visão.

3.       Releia este livro uma vez por semana durante o próximo mês, pedindo a Deus que lhe mostre as idéias importantes que você possa ter perdido.

4.       Conte a alguém que você assumiu o compromisso de um novo hábito de oração, e peça a esta pessoa que lhe cobre o seu cumprimento.

5.       Comece a registrar em sua vida, especialmente os compromissos marcados por Deus e as novas oportunidades que você pode relacionar diretamente à oração de Jabez.

6.       Comece a fazer a oração de Jabez por sua família, seus amigos e sua Igreja local.

 É claro que aquilo que você apenas sabe sobre esta ou qualquer oração não vai trazer-lhe nada diferente. O que você sabe sobre libertação não vai liberta-lo de coisa alguma. Você pode pendurar a oração de Jabez nas paredes de todos os cômodos de sua casa e nada vai acontecer. Somente aquilo em que você acredita e, por conseqüência, faz é que vai desencadear o poder de Deus para você e promover uma mudança de vida. Quando você age, está dando um passo rumo às melhores coisas que Deus tem para você.

Sou uma prova viva disso.

O resto da história

 No primeiro capítulo deste livro contei-lhe de que modo o fato de orar pedindo “maiores fronteiras” redirecionou o curso e a qualidade de minha vida. Deixe-me contar-lhe o resto da história.

Eu e minha esposa demos o primeiro passo no sentido de transformar a oração de Jabez uma parte comum de nossa jornada espiritual naquela cozinha amarela de Dallas, durante uma tempestade que batia na janela. Queríamos muito para alcançar mais – para fazermos e sermos tudo aquilo que Deus tinha em mente para nós. Mas não tínhamos idéia do que aconteceria.

Com o passar dos anos no ministério “Caminhada Bíblica”, nossas frágeis orações cresceram, pois Deus nunca parou de responder! Posso me lembrar da época em que tínhamos 25 a 30 conferências bíblicas por ano. Este ano a “Caminhada Bíblica” vai promover 2.500 conferências bíblicas – 50 a cada final de semana. Hoje o ministério publica dez revistas por mês para ajudar pessoas e famílias a crescerem dia a dia na Palavra de Deus. Recentemente superamos a marca de 100 milhões de exemplares publicados.

Não estou mencionando estes números para impressionar você. Compartilho esta história porque ela é bem pessoal e, pelo menos para mim, é uma evidência chocante do que a graça de Deus e a oração de Jabez podem fazer.

Ultimamente Deus tem ampliado nossa fé outra vez. Há pouco tempo nos vimos fazendo uma pergunta completamente diferente: não pedíamos: “Senhor, alarga as nossas fronteiras”, mas perguntávamos: “Senhor, quais são as tuas fronteiras? O que tu queres que seja feito"?

É óbvio que as fronteiras de Deus abrangem o mundo todo. Está claro que sua vontade é que alcancemos o mundo – agora! Assim, nosso grupo de liderança começou a questionar de que maneira poderíamos fazer isto acontecer. Então, começamos a fazer a maior oração que podíamos imaginar: “Senhor, permite que alcancemos o mundo para Ti”.

Em janeiro de 1998, demos início ao WorldTeach, nascido a partir da oração de Jabez. WorldTeach é uma empolgante visão de implantar, em 15 anos, o maior grupo de estudo bíblico do mundo – 120 mil professores – equivalente a um professor para cada 50 mil habitantes da terra. Estou escrevendo esta última seção do livro na Índia, onde estou para ajudar a treinar pessoas que possam ensinar a Bíblia, cumprindo a Grande comissão de levar a Palavra de Deus, a todo vilarejo, cidade e nação.

Apenas olhando aquilo que está acontecendo, posso lhe garantir que Deus ainda responde àqueles que tem um coração leal e fazem a oração de Jabez. Em seu segundo ano, o WorldTeach já foi lançado em 23 países, incluindo a Rússia, Índia, África do Sul, Ucrânia e Cingapura – alistando 2.500 professores. Nosso alvo para o terceiro ano é 35 países e cinco mil professores. E estamos caminhando além do planejado.

Um líder nacional de missões disse-me que WorldTeach tem tido o crescimento mais meteórico entre todos os ministérios cristãos da história. Humanamente falando, este tipo de crescimento é inexplicável.

Somos apenas humanos fracos que buscam ser puros e totalmente entregues a nosso Senhor, que querem o que ele quer para este mundo e que avançam de acordo com o poder e a proteção do Senhor para que isso aconteça agora.

Não sei qual o nome que você daria a isso, mas sempre o chamei de Milagre de Jabez.

 Redimidos para fazer isso

 Tenho visto coisas impressionantes acontecerem na vida de pessoas como você que sempre tiveram suspeitas de que Deus responde às orações audaciosas. Quando o menor raio de fé brilha em seu espírito, o conforto da verdade de Deus penetra em você e o faz instintivamente clamar: “Oh Senhor... peço-te que me abençoes”!

Também vejo em pessoas como você um entusiasmo crescente e uma ansiedade sadia por aquilo que vai acontecer em seguida. Pois alguma coisa sempre acaba acontecendo. Suas expectativas espirituais passam por uma mudança radical, ainda que pareçam superficiais para outra pessoa.

Você sente uma confiança renovada no poder presente e real de suas orações porque sabe que está orando de acordo com a vontade e o prazer de Deus. Você sente no fundo de seu ser a convicção de que é certo orar assim. Sabe, sem qualquer sombra de dúvida que foi redimido para fazer isso: pedir ao senhor pelo bem maior que ele tem em mente para você, e pedi-lo de todo o coração.

Junte-se a mim nesta transformação. Você vai mudar seu legado e espalhar bênçãos sobrenaturais por onde for. Deus desencadeará seu milagroso poder em sua vida agora mesmo. E, para toda a eternidade, ele vai derramar sobre você honra e deleite.

A oração de Jabes 06 - Bem vindo ao rol de honra de Deus


 Você acha que Deus tem seus favoritos? É certo que Deus disponibiliza seu amor a todos, e Jesus veio ao mundo para que “todo aquele que clamar por seu nome seja salvo”.

Mas a história de Jabez, cuja oração vez com que ele recebesse de Deus o título de “mais ilustre do que seus irmãos”, pode criar a idéia de que Deus tenha seus favoritos. A experiência de Jabez lhe ensinou que um acesso igualitário ao favor de Deus não equivale a recompensa igual por parte dele. O que aconteceu às outras pessoas citadas juntamente com ele em Crônicas? Como Idbas, Hazelelponi ou Anube, por exemplo. Que honras e recompensas tiveram de Deus?

Em resumo, Deus favorece aqueles que lhe pertencem. Ele não retém nada daqueles que querem e honestamente pedem aquilo que Deus deseja.

Dizer que você quer “ser mais ilustre” aos olhos de Deus, não significa arrogância ou egoísmo. “Mais ilustre” descreve aquilo que Deus pensa; não é um crédito que tomamos para nós. Você certamente estará cedendo a um impulso carnal e mundano se estiver tentando superar alguém, mas vivendo no Espírito quando lutar para receber o mais algo prêmio de Deus. “Prossigo para o alvo, para o prêmio” disse Paulo em sua última epístola (Fil 3:14). Ele estava ansioso pelo dia no qual poderia dar um relatório daquilo que ele havia feito (2Co 5: 9-10).

A lamentável alternativa não me atrai. Não quero chegar ao céu e ouvir Deus dizer: “Vamos dar uma olhada em sua vida, Bruce. Deixe-me mostrar-lhe o que eu queria para você e repetidas vezes tentei fazer através de sua vida... mas você não permitiu que eu fizesse”. Que fiasco.

Percebi que ganhar honra quase sempre significa deixar para trás expectativas medíocres e pressupostos confortáveis. Neste caso, porém, tudo isso tem pouco a ver com talento pessoal. Como é bom encontrar poucos “supersantos” listados entre aqueles que Deus colocou em seu rol de honra (Hebreus 11). Em sua maioria, são pessoas comuns, nomes fáceis de subestimar, que tiveram fé num Deus extraordinário e miraculoso e que resolveram agir de acordo com esta fé.

O que eles descobriram foi uma vida marcada pelas bênçãos de Deus, provisão sobrenatural e liderança divina em todos os momentos de que dela precisaram.

 A “Mão de Deus” sobre mim

Acho que a urgência – o aqui e agora – de servir a Deus é um dos mais esplêndidos aspectos de viver no rol de honra de Deus. Você começa a crescer mais do que a maioria dos cristãos julga ser possível. Pense sobre isso: como seria o seu dia se você acreditasse que Deus quer que suas fronteiras sejam alargadas a todo o momento e com todas as pessoas, e se você tivesse confiança plena de que a poderosa mão de Deus estaria dirigindo-o nos momentos em que você estivesse ministrando?

Durante os últimos cinco anos tenho colocado esta crença à prova de maneira bem específica e, com freqüência, tenho observado resultados surpreendentes. Peço ao Senhor por um ministério maior; então, seguindo o mover do Espírito Santo, inicio uma conversa com uma pessoa fazendo uma simples pergunta: “Em que posso ajuda-lo”?

Deixe-me dar-lhe um exemplo.

Eu estava em Atlanta, indo para o aeroporto tomar o avião que me levaria a um importante compromisso na Carolina do Norte. Sem qualquer aviso, o trânsito foi ficando lento, até que parou. Um grande acidente havia bloqueado toda a pista. Quando ficou claro que eu perderia o vôo, orei dizendo: “Senhor, por favor, atrase o meu Vôo para que eu possa pegá-lo”.

Quando finalmente cheguei ao saguão de partida, vi muita gente reclamando. Estava claro que o meu vôo estava atrasado. Humilde e grato, fiquei imaginando se Deus tinha alguma coisa a mais em mente. Comecei a orar para que Deus pudesse arrumar uma oportunidade para que eu ministrasse.

Em poucos minutos aproximou-se de mim, uma mulher, uma executiva bem vestida, carregando sua pasta de couro. Quando ela se juntou ao resto das pessoas que estava esperando o vôo, percebi que estava bastante agitada. Acenei com a cabeça, cumprimentando-a e perguntei:

- Posso ajuda-la em alguma coisa?

- O que? – disse ela, quase não acreditando no que ouvia. Repeti a minha pergunta.

- Você não pode fazer nada por mim – disse ela, de maneira bem educada, porém firme.

- Bem, acho que há alguma coisa que eu posso fazer por você, mas não sei o que é. Mas você sabe. A propósito, meu nome é Bruce.

Então sorri para ela e perguntei claramente pela segunda vez:

- O que eu posso fazer por você?

Amigo leitor, você já viu o Espírito Santo quebrando barreiras emocionais e espirituais bem diante de seus olhos? É uma experiência que você jamais vai esquecer. A mulher respirou fundo, encostou-se na parede e começou a falar.

- Bem, estou indo para casa divorciar-me de meu marido – disse-me ela – É por isto que estou esperando este vôo.

Lágrimas brotaram de seus olhos. Sugeri que fôssemos a um canto mais reservado na área de embarque e pedi que o Senhor colocasse sua proteção ao nosso redor e entre nós.

Seu nome era Sophie. Seu costume perfeitamente cortado e a pasta executiva de couro escondiam uma pessoa com a vida despedaçada, fugindo da desilusão e do desespero. Seu marido fora-lhe infiel e também provocara outras mágoas. Muito embora ela quisesse concertar as coisas, para ela não havia mais jeito. Quando chegasse em casa, ela tiraria os papéis do divórcio de sua pasta.

O funcionário da companhia nos interrompeu.

- Asheville, certo? Vocês vão perder seu avião.

Éramos os dois últimos a embarcar. Agora, Sophie estava agitada porque nossa conversa teria de ser interrompido e ela ainda não havia acabado.

- O Senhor vai nos colocar juntos – disse eu, sem ter muita confiança naquilo que eu mesmo estava falando.

- O que você quer dizer com isto? – perguntou Sophie.

- Bem, ele não teve muita dificuldade para criar a terra; por isso. Creio que ele pode nos colocar assentados juntos.

Porém, quando olhamos nossos bilhetes, percebemos que estávamos a cinco fileiras de distância. Ao chegarmos ao meu assento, o homem que estava no assento do meio, próximo a Sophie, ouviu-nos conversando, virou-se para nós e disse.

- Odeio o assento do meio. Vou mudar de lugar para que vocês possam ficar juntos.

Sophie afundou no assento ao meu lado, boquiaberta. Durante o vôo, conversamos sobre suas opções. Orei com ela. Quando descemos em Asheville ela estava quebrantada e pronta para perdoar. Ainda estava magoada, mas estava em paz, determinada a devotar a seu casamento o compromisso que ele merecia.

Quando penso de novo neste compromisso divinamente arranjado, posso ver as pegadas de Jabez e de sua pequena oração:

  Pedi por uma bênção de Deus para hoje.

  Pedi mais território (mais ministério e influência para Deus) e dei um passo adiante para recebe-lo.

   Dependi precária, mas, confiantemente do Espírito Santo que guiaria meus pensamentos, palavras e ações em relação à Sophie e que trabalharia no reino sobrenatural para realizar aquilo que eu não fosse capaz de fazer.

  Pedi a Deus que impedisse o mal (neste caso, até mesmo a mais ínfima possibilidade de um pensamento indevido) pudesse estragar a bênção que ele desejava conceder através de mim.

 Deixe-me encoraja-lo, meu amigo, a estender a mão em direção ao milagre. Seu Pai conhece seus talentos, suas barreiras e a condição em que você se encontra a cada momento. Ele também sabe de coisas que provavelmente você não tem conhecimento – toda e qualquer pessoa que está passando por necessidades terríveis e que precisa receber o toque de Deus através de você. Deus vai leva-lo a essa pessoa no momento exato e nas circunstâncias adequadas.

Naquele momento você vai receber poder para ser sua testemunha.

 O ciclo de Bênçãos

Ao repetir aqueles passos, você colocará em ação um ciclo de bênçãos que vai multiplicar tudo aquilo que Deus é capaz de fazer em e através de você. Este é o crescimento exponencial a que me referi no capítulo anterior. Você pediu e recebeu mais bênçãos, fronteiras mais amplas, mais poder e mais proteção. Mas a curva de crescimento logo começará a se direcionar para cima.

Você não alcança o próximo nível de bênçãos e simplesmente estaciona aí. Você começa de novo: Senhor, abençoa-me! Senhor, alarga minhas fronteiras... e por aí vai. Conforme o ciclo se repete, você vai descobrir que esta se movendo firmemente na direção de esferas ainda maiores de bênçãos e influência, numa espiral que sobe e se alarga numa vida mais abundante para Deus.

Ainda chegará o dia – e chegará diversas vezes – em que você se sentirá tão maravilhado com a graciosidade de Deus, que lágrimas cairão por sua face. Certa vez, disse ao Senhor: “Isto é demais! Guarda algumas das tuas bênçãos Senhor”! Se você é como alguns que usam a oração de Jabez, dentre os quais me incluo, então verá momentos em sua vida nos quais se sentirá tão abençoado que via parar de orar pedindo mais, pelo menos por algum tempo.

Mas prometo que você fará uma associação direta: saberá, sem qualquer dúvida, que Deus tem aberto os armazéns do céu porque você orou.

Tenho de admitir: o ciclo de bênçãos fará um belo teste com sua fé. Você vai deixar Deus trabalhar em sua vida, independentemente de quais sejam as escolhas que ele fizer? A vontade dele sempre será para o seu bem. Você vai se render a seu poder e amor e ao plano surpreendente que ele tem para você? Espero que você opte por fazer exatamente isso. Você sentirá a alegria de saber que Deus se deleita com você.

A única coisa que pode quebrar este ciclo de vida abundante é o pecado, pois o pecado interrompe o fluxo do poder de Deus. É como se a rede elétrica de sua cidade fosse danificada, impedindo que a energia produzida pela hidroelétrica chegasse até você. Todo o potencial das turbinas daquela enorme barragem seria inútil, ficando desperdiçado até que fosse restaurada a conexão.

Depois de experimentar a bênção de Jabez, você precisa saber que ao pecar vai sentir uma tristeza como jamais conheceu, por estar se desconectando de Deus. É a dor de um dia ter experimentado a alegria sem medida de ver Deus trabalhando em sua vida e, então, voltar atrás.

Quero encoraja-lo a correr de volta para a presença de Deus e consertar o relacionamento, custe o que custar. Não desperdice nem um minuto sequer do milagre que Deus começou a realizar em sua vida. Há um bem indescritível esperando por você e sua família.

A oração de Jabes 05 - Mantenha segura a herança


 Um anúncio de página inteira numa revista mostra um gladiador romano em apuros. Sua espada está caída no chão. O leão furioso está de bote armado, com a boca aberta. A multidão no Coliseu, em pé, assiste horrorizada ao gladiador apavorado tentando fugir. No pé da página lê-se a seguinte frase: “Não é sempre que você pode dar-se ao luxo de ser o segundo colocado”.

Depois de pedir e receber bênçãos sobrenaturais, influência e poder, Jabez poderia ter imaginado que era capaz de entrar em qualquer arena e enfrentar qualquer leão – e vencer. Você poderia pressupor que uma pessoa com a mão de Deus sobre si oraria dizendo: “Protege-me no meio do mal”.

Mas Jabez sabia o que aquele gladiador mal fadado não entendia. A melhor estratégia para vencer o leão bravio é manter-se fora da arena. É por isso que a parte final de sua oração trata do pedido para que Deus o mantenha fora da briga.

E me preserves do mal.

O último pedido de Jabez é uma estratégia brilhante, mas pouco entendida, para manter uma vida abençoada. Afinal, à medida que sua vida transcende o comum e começa a conquistar novos territórios para Deus, adivinhe de quem é o terreno que você está invadindo?

No capítulo anterior, aprendemos a pedir poder sobrenatural para trabalharmos apesar de nossas fraquezas. Neste capítulo, rogamos por proteção sobrenatural contra Satanás e contra a capacidade dele de fazer-nos chegar em segundo lugar.

 Os perigos do sucesso espiritual

 É fato comprovado que o sucesso traz consigo grandes oportunidades de fracasso. É só dar uma olhada nos líderes cristãos que caíram em pecado, foram dispensados de seus ministérios e deixaram atrás de si uma enorme quantidade de pessoas abaladas, desiludidas e machucadas. Como alguém já disse, ser abençoado é o maior dos perigos, pois “isto tende a anular nosso senso de dependência de Deus e nos deixa propensos à arrogância”.

Quanto mais você caminha numa vida cheia de bênçãos sobrenaturais, mais precisa do apelo final da oração de Jabez. Você enfrentará mais ataques dirigidos a você e sua família. Ficará familiarizado com os dardos inflamáveis do inimigo – distração, oposição e opressão, apenas para começar. Na verdade, se sua experiência não for assim, tome cuidado.

Nunca me esquecerei de uma conversa que ouvi no seminário entre um aluno e seu mentor, o professor Howard Hendricks. O aluno estava ansioso por dizer ao Dr. Hendricks como sua vida estava bem.

- Na primeira vez em que estive aqui – disse o estudante – eu estava sendo tão tentado e provado que mal conseguia manter minha cabeça fora da água. Mas agora – glória a Deus – minha vida no seminário está muito tranqüila. Não estou sentindo tantas tentações quanto antes!

Hendricks, no entanto, ficou preocupado – reação que o aluno não esperava.

- Esta é a pior coisa que eu poderia ter ouvido – disse o mentor ao aluno surpreso. – Isto mostra que você não está mais na batalha! Satanás não está mais preocupado com você.

Fomos redimidos e convocados para as linhas de frente da batalha. É por isso que orar para ser preservado do mal é parte tão importante de uma vida abençoada.

Assim como muitas outras pessoas, descobri que é justamente após um grande momento de sucesso espiritual que preciso com mais urgência desta última parte da oração de Jabez. Paradoxalmente, é o momento em que fico mais propenso a olhar para a fonte de minhas forças de maneira mais errada – e perigosa.

Anos atrás, tomei um táxi no centro da cidade de Chicago, que me levaria até o aeroporto. Desabei no banco de trás, exausto depois de uma semana de reuniões no Instituto Bíblico Moody. Deus se manifestara de maneiras impressionantes. Eu tinha pregado todos os dias e aconselhei um grande número de alunos – 76 para ser mais preciso (registrei tudo no meu diário). Agora, indo para casa, estava física e espiritualmente exaurido. Olhando a esmo para o tráfego, pensei na oração de Jabez. “Oh Senhor, orei – Não tenho mais forças. Estou completamente exausto em função de Tua obra. Não posso lidar com a tentação. Peço-te que me preserves do mal”.

Quando embarquei no avião, descobri que me deram um assento no meio, o que não era um bom começo para minha viagem. E as coisas foram piorando. O homem ao meu lado sacou uma revista pornográfica. “Senhor, pensei que tivéssemos feito um acordo” – resmunguei no meu espírito, virando para o outro lado. Mas antes de o avião levantar vôo, o homem do outro lado tirou de sua pasta outra revista masculina.

Naquele momento eu não estava propenso a pedir que os dois homens mudassem sua leitura, Fechei os olhos e orei: “Não posso lidar com isso hoje. Senhor, por favor, manda este mal embora”!

De repente o homem da minha direita reclamou de algo e dobrou sua revista e a colocou de lado. Olhei para ele para ver o que o levara a agir desta maneira. Nada, até onde pude perceber. Então, o homem à minha esquerda olhou para o outro passageiro, também resmungou e fechou sua revista. Mais uma vez não pude enxergar a razão aparente daquela atitude.

Estávamos sobre Indiana quando comecei a dar gargalhadas incontroláveis. Os dois me perguntaram o que havia de tão engraçado.

Senhores – disse eu – vocês não acreditariam se eu lhes contasse.

 Brincando de ficar distante

 Chegamos agora a uma das fortalezas ocultas de Satanás na vida dos cristãos. Em minha experiência, a maioria dos cristãos parece orar simplesmente pedindo forças para suportar a tentação – pela vitória contra os ataques de nosso feroz inimigo, Satanás.

Por alguma razão não pensamos em pedir que Deus simplesmente nos mantenha longe da tentação e que mantenha o diabo encurralado, fora de nossas vidas.

Porém no modelo de oração que Jesus deu a seus discípulos, quase um quarto de suas palavras pedem libertação: “e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13). Nada sobre visão espiritual ou poderes especiais. Nem uma palavra sequer sobre confrontação.

Quando foi a última vez que você pediu a Deus para ficar livre da tentação? Do mesmo modo que Deus quer que você peça mais bênçãos, fronteiras mais amplas e mais poder, ele deseja ouvir de você seu pedido de afastamento do mal.

Sem a tentação, nós não pecaríamos. A maioria de nós enfrenta muitas tentações – e, portanto, peca com freqüência demasiada – porque não pedimos a Deus que nos conduza para longe da tentação. Portanto, amadurecemos muito quando começamos a nos concentrar menos em derrotar a tentação e mais em evita-la.

Embora tivesse todas as legiões do céu a sua disposição, até mesmo Jesus orou pedindo libertação. Mesmo com sua perspicácia divina, Jesus se recusou a entrar numa discussão com Satanás durante a tentação no deserto, na qual o inimigo lhe fez ofertas sedutoras.

À medida que penetramos mais fundo no reino do miraculoso, aprendemos que a guerra mais eficiente contra o pecado é orar para que não tenhamos de lutar contra tentações desnecessárias. E Deus nos oferece seu poder sobrenatural para fazer exatamente isso.

 Deitando as Armas

 A arena da tentação normalmente é território inimigo. Não quero dizer com isso que ser tentado é a mesma coisa que pecar – este é mais um dos enganos de Satanás. O que estou afirmando aqui é que somos levados a expurgar o mal das esferas de nossa experiência subjetiva. Este terreno não é neutro, pois somos criaturas caídas que possuem uma compreensão limitado, como Satanás sabe bem. Neste contexto, até mesmo nossas melhores armas (humanamente falando) podem nos levar à derrota. Considere, por exemplo, as “armas” da sabedoria, da experiência e dos sentimentos:

 Sua Sabedoria – Ela funciona muito esporadicamente, na melhor das hipóteses, pois a natureza do mal é enganar com um pouco de verdade – não toda a verdade, mas uma parte suficiente para nos deixar em dúvidas. Adão e Eva não eram mais propensos a sucumbir à tentação do que nós somos hoje. A verdade é que eles, ao contrário de nós, eram perfeitos em todos os aspectos d nenhuma de suas necessidades deixou de ser atendida. Satanás abordou a raça humana no ponto mais alto de sua promessa e de seu desempenho – e nos destruiu com uma simples conversa amigável.

É por isso que, como Jabez, devemos orar pedindo proteção contra o engano:

Senhor, afasta-me de cometer os erros nos quais estou mais propenso no momento em que chega a tentação. Confesso que aquilo que julgo ser necessário, inteligente ou pessoalmente benéfico em geral é apenas um belo disfarce para o pecado. Assim, peço-te que me preserves do mal.

 Sua Experiência – Quanto mais penetramos em novos territórios para Cristo, menos nossos flancos estão protegidos contra os ataques de Satanás. Alguém já disse: “O perigo não está em colocar à beira do precipício, mas em estar desatento”. Uma pequena tolerância ao orgulho ou à confiança em si mesmo pode trazer um desastre. A mais profunda tristeza que constatei na vida de outros cristãos está entre aqueles que experimentam enormes bênçãos, alargaram suas fronteiras, receberam poder... E caíram em sérios pecados.

Tal como Jabez, devemos orar pedindo que sejamos poupados dos julgamentos errados:

Senhor, afasta-me da dor e da tristeza que o pecado traz. Coloca uma barreira diante dos perigos que eu não posso ver e daqueles que eu acho que posso enfrentar devido a minha experiência (ou orgulho ou falta de cuidado). Protege-me, Senhor, com o teu poder!

 Seus Sentimentos – Será que compreendemos mesmo quanto nossos sonhos humanos estão longe do sonho que Deus tem para nós? Estamos imersos numa cultura que valoriza a liberdade, a independência, os direitos pessoais e a busca pelo prazer. Respeitamos as pessoas que se sacrificam para conseguir aquilo que querem. Mas e quanto a ser um sacrifício vivo? A negar-se a si mesmo?

Do mesmo modo como Jabez orou, devemos pedir que sejamos afastados daquilo que nos parece correto, mas que na realidade está errado:

Senhor, afasta-me das tentações que apelam às minhas emoções e às minhas necessidades físicas, daquelas que penso (equivocadamente) que mereço, ou que tenho o direito de desfrutar. Tu és a fonte de tudo aquilo que é verdadeiramente vivo, e por isso, peço-te que dirijas os meus passos para longe de tudo o que não vem de ti.

Estes são pedidos de libertação que nosso Pai tem prazer em ouvir – e responder.

 Testemunha da liberdade

Uma vez que Satanás se opõe de maneira mais contundente àqueles que começam a se tornar uma grande ameaça a ele e a seu reino, quanto mais Deus responder a suas orações de Jabez mais você deverá se preparar para enfrentar ataques espirituais.

Há momentos, porém, em que você não pode se afastar do mal porque, pelo poder de Deus, você estará tentando lançar um ataque fulminante contra as trevas. Nesses momentos você pode se manter confiantemente firme contra o inimigo com aquilo que Paulo chama de “as armas da nossa milícia” (2Co 10:4).

Lembro-me de uma reunião nos primeiros anos do movimento Promise Keepers. Os 25 membros de nossa diretoria se reuniram em oração, pouco antes do início do evento ao qual compareceram dezenas de milhares de pessoas, no estádio logo abaixo de nós. A opressão era tão forte que tropeçávamos em nossas palavras e ficávamos calados. A menos que derrotássemos aquela oposição tão intensa, sabíamos que não haveria razão para darmos início ao programa. Por fim, um dos membros se levantou e começou a atacar o mal com a verdade.

- Irmãos, a vitória já é nossa – declarou ele, confiadamente, enquanto nós continuávamos de joelhos. Com total determinação, ele começou a orar mencionando a verdade da vontade de Deus para aquele dia. Sua memorável oração foi algo mais ou menos assim:

Senhor, é a tua vontade que busquemos a tua bênção para esta grande multidão de homens e suas famílias! Sabemos que é teu profundo desejo conquistar áreas para o teu reino nesta geração, neste dia da história, neste estádio! E já te agradecemos o que farás aqui.

A essa altura, o máximo que o resto do grupo conseguia fazer era concordar com ele em oração, colocando-se nas mãos do Senhor para que ele agisse em nós e a nosso favor. O peso que sentíamos era quase impossível de suportar. Mas a oração de nosso líder não parou ali:

Pai, é teu profundo e imutável desejo que teu Espírito Santo esteja aqui – e ele está aqui em nosso meio – movendo-se entre as fileiras de homens que se reuniram neste recinto. Tu estás aqui para trabalhar numa dimensão sobrenatural que mal podemos compreender, mas que sinceramente ansiamos. Diante de teu nome, Senhor Jesus, que todo poder na terra se dobre ou seja exterminado.

Em alguns momentos de sua oração sentimos um romper de barreiras. Nossos apelos desesperados se transformaram em louvores e adoração. Sabíamos que tínhamos testemunhado a liberdade do Espírito. Caminhamos juntos, firmemente em direção ao centro do estádio para proclamar com ousadia os abundantes resultados daquilo que havia sido conquistado em oração.

 Um legado de triunfo

 Acho que Jabez teria gostado daquela oração. Ele quis viver livre do fardo do mal porque o caráter irretocável de Deus e a imutável palavra do Senhor haviam mostrado algo inimaginavelmente melhor.

“Fique fora da arena da tentação sempre que for possível”, teria dito ele, “mas nunca viva no temor da derrota. Pelo poder de Deus você poderá manter segura a sua herança de bênçãos”.

Você crê que nosso Deus sobrenatural vai preserva-lo do mal e proteger seu investimento espiritual? Jabez certamente cria e agiu de acordo com o que tinha em seu coração. Dali em diante sua vida foi poupada da dor e do sofrimento que o mal traz.

Paulo disse aos Colossenses que Deus lhes “deu vida juntamente com ele (Cristo)” e que “despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2: 13-15).

Que maravilhosa declaração de vitória! Através de Cristo, podemos viver em triunfo – não em tentação ou derrota. Fazendo do quarto trecho da oração de Jabez uma parte integrante de nossa vida, estamos prontos para prosseguir rumo a um nível mais alto de honra, além de incrementar exponencialmente nossas bênçãos.

Eis o porque: ao contrário da maioria dos portfólios de ações, no Reino de Deus, o investimento mais seguro é também aquele que mais rende.

A oração de Jabes 04 - O toque da grandeza


 E agora? Você avançou rápido demais e deu de cara com a dura realidade. Você é incapaz de manter a vida que acabou de alcançar...

Depois de ousarem pedir por um ministério mais amplo, muitos vacilaram neste ponto de sua transformação espiritual. Eles receberam bênçãos numa escala que jamais imaginaram ser possível. Viram Deus ampliar os limites de sua influência e das suas oportunidades.

Mas, de repente, o vento que soprava sob suas asas parou. Desamparados, eles começaram a cair em queda livre.

Isso lhe parece familiar? Talvez as novas oportunidades que surgiram na empresa parecem exigir recursos que você não possui. É possível que os adolescentes que começaram a se reunir em sua casa estejam influenciando negativamente sua família num nível mais profundo que a sua influência positiva sobre a vida deles. Talvez as oportunidades ministeriais que você pediu e que finalmente lhe foram dadas parecem exigir uma pessoa com habilidades muito superiores às suas.

Você recebeu um cesto repleto de bênçãos de Deus, marchou rumo ao novo território... e tropeçou diante de circunstâncias esmagadoras. Quando os cristãos se vêem neste tipo de enrascada, freqüentemente se sentem amedrontados. Enganados. Abandonados. E um pouco irados.

Foi o que aconteceu comigo...

 Buscando Poder

 Eu caí em queda livre! Senti-me fraco e fora de controle – muito diferente de como um líder deve se sentir – e a maior parte do tempo tudo o que eu podia ver era o chão chegando cada vez mais perto. Isto aconteceu no começo da minha aventura ministerial, quando as portas se escancararam diante de possibilidades fabulosas na organização cristã que eu dirijo, a Caminhada Bíblica. Não conseguia me livrar da sensação de que eu era a pessoa errada para o trabalho.

Profundamente desnorteado, decidi buscar o conselho de um homem mais experiente e maduro. John Mitchell estava na casa dos 80 anos naquela época. Nascera em Yorkshire, Inglaterra, e era um grande professor de Bíblia e pai espiritual de milhares de pessoas. Contei-lhe o que pensava ser a direção de Deus para mim e confessei-lhe meu problema. Ainda tentava descrever minha crise em detalhes quando ele me interrompeu:

- Meu filho – disse ele com sotaque característico – este sentimento do qual você está fugindo se chama dependência. Significa que você está caminhando com o Senhor Jesus.

Fez uma pausa para que eu pudesse digerir o que ele acabara de dizer e continuou:

- A verdade é que no momento em que você não estiver se sentindo dependente estará deixando de viver verdadeiramente pela fé.

Não gostei do que acabara de ouvir.

- Dr. Mitchell, o senhor está dizendo que essa sensação de incapacidade é de fato o que devo sentir?

- Certamente que sim meu jovem! – disse-me ele, todo sorridente. – É exatamente isso.

É assustador e totalmente emocionante, não é? Na condição de filhos e filhas de Deus, eleitos e abençoados por ele, devemos arriscar algo tão ousado que o fracasso é garantido... a não ser que Deus intervenha.

Reserve alguns instantes para meditar em oração e tentar compreender até que ponto esta verdade se opõe a tudo quanto você escolheria humanamente:

  Isto vai contra o bom senso.

  Contradiz sua experiência anterior.

  Parece desconsiderar seus sentimentos, seu treinamento e sua necessidade de se sentir seguro.

 Conspira para que você acabe parecendo um rolo e um fracassado.

 Mas é este o plano de Deus para os seus mais honrados servos.

Temos de admitir que os grandes heróis da vida parecem desconhecer o conceito de dependência, mas eu e você fomos feitos para ela. Depender de Deus transforma em heróis pessoas comuns como eu, você e Jabez. Como? Somos forçados a clamar, como Jabez fez em seu terceiro apelo:

“Que seja comigo a Tua mão”!

Através deste clamor, desencadeamos o poder de Deus para realizar sua vontade e demonstrar a sua glória por meio de todas aquelas aparentes impossibilidades.

Observe que Jabez não começou sua oração pedindo que a mão de Deus estivesse sobre ele. Àquela altura ele ainda não tinha a consciência dessa necessidade. As coisas ainda estavam sob seu controle. Seus riscos, e os temores a eles inerentes, eram mínimos. Mas quando suas fronteiras começaram a se alargar e tarefas proporcionais ao tamanho do reino de Deus começaram a se colocar diante dele, Jabez sabia que precisava de uma mão divina – e rápido! Ele poderia ter desistido ou tentado continuar por esforço próprio. Em vez disso, ele orou.

Se buscar as bênçãos de Deus é nosso mais elevado ato de adoração e se pedir para fazer mais para Deus é nossa maior ambição, requerer que a mão de Deus esteja sobre nós é a nossa escolha estratégica para que as grandes coisas que Deus está fazendo em nossas vidas se perpetuem e continuem a florescer.

É por isso que podemos chamar a mão de Deus sobre nós de “o toque de grandeza”. Você não se torna grande: você se torna dependente da forte mão de Deus. As necessidades que você coloca nas mãos do Senhor se transformam em oportunidades ilimitadas. Deus se engrandece através de você.

 Uma escada até as nuvens

 Certo dia, Darlene e eu fomos a um enorme parque urbano, no sul da Califórnia, com nossos filhos, na época pré-escolar. Era o tipo de parque que faz um homem crescido desejar voltar a se tornar criança. Havia balanços, labirintos, gangorras, mais o mais emocionante eram os escorregadores – não apenas um, mas três – um pequeno, um médio e um gigante. David, que na época tinha cinco anos, correu como uma bala na direção do pequeno.

- Porque você não desce com ele? – perguntou Darlene. Mas eu tinha outra idéia.

- Vamos esperar e ver o que acontece – disse eu.

Assim, relaxamos num banco próximo e ficamos observando. David subiu depressa ao topo do escorregador menor. Acenou para nós com um enorme sorriso nos lábios e deslizou rapidamente.

Sem hesitação, ele resolveu partir para aquele de tamanho médio. Começou a subir a escada e, na metade do trajeto olhou para mim. Virei o rosto. Ele analisou suas opções por alguns instantes e, cuidadosamente, começou a descer, degrau por degrau.

- Querido, você precisa ir até lá e ajuda-lo – disse minha esposa.

- Ainda não – respondi, na esperança de que minha piscada de olho pudesse dizer a ela que não estava sendo descuidado com o menino.

David ficou alguns minutos na base do escorregador olhando outras crianças subirem, escorregarem e correrem de volta para subir de novo. Finalmente ele decidiu. Criou coragem, subiu e escorregou para baixo. Na verdade fez isto três vezes sem olhar para nós.

Então, vimos nosso filho encarar o maior escorregador de todos. Neste momento, Darlene ficava ansiosa.

- Bruce, acho que ele não deveria ir naquele escorregador sozinho.

- Concordo – respondi claramente – mas acho que ele também não vai querer fazer isso. Vamos ver...

Quando chegou ao pé do escorregador, ele gritou:

- Papai!

Mas eu olhei novamente para o outro lado, fingindo não tê-lo ouvido.

Ele deu mais uma olhada na escada. Em sua imaginação infantil, aquela escada deveria chegar até as nuvens. Ficou olhando um adolescente descer voando. Então, enfrentando o seu medo, ele decidiu tentar. Passo a passo, uma mão após a outra, devagar David avançou escada acima. Antes da metade da escada, ele de repente congelou. Naquele momento, o adolescente já estava atrás dele e gritou para que ele subisse logo. Mas David não podia. Não conseguia nem subir nem recuar. Ele havia chegado a ponto do evidente fracasso.

Corri para ele e perguntei, da base da escada:

- Tudo bem filho?

Ele olhou para mim, tremendo, mas segurando a escada com forte determinação. Ele tinha uma súplica na ponta da língua:

- Papai, desce comigo? – O adolescente estava perdendo a paciência, mas eu não queria deixar a oportunidade passar.

- Porque filho? – perguntei-lhe, olhando atentamente para seu pequeno rosto.

- Não consigo fazer isso sem você, papai – disse ele tremendo. – É muito grande para mim!

Estiquei-me o mais que pude para alcança-lo e o levantei em meus braços. Então subimos juntos aquela longa escada até as nuvens. Chegando no topo, coloquei meu filho entre minhas pernas e o segurei com força. Então, descemos o escorregador gigante, rindo e gritando por todo o trajeto.

 Sua mão, Seu Espírito

 As mãos de nosso Pai são assim. Você diz a ele: “Pai faze isto em mim, pois não posso faze-lo sozinho. É grande demais para mim”. E você sai, dando o passo de fé, para fazer e dizer coisas que só poderiam vir das mãos de Deus. Depois de tudo, seu espírito clamará: Foi Deus quem fez isso, e ninguém mais! Deus me conduziu, deu-me as Palavras, deu-me o poder – e isto é maravilhoso!

Não há nada melhor do que viver nesta dimensão sobrenatural!

O poder de Deus sobre nós, em nós e movendo-se através de nós é exatamente o que transforma dependência em inesquecíveis experiências de plenitude. “Não que, por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa”, disse Paulo, “como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança” (2Co 3: 5-6).

Por mais trágico que isso possa parecer, a mão do Senhor é tão raramente experimentada, até mesmo por cristãos maduros, que eles não sentem falta dela nem pedem sua atuação. Eles mal sabem que ela existe. Pensam nela como algo reservado aos profetas e apóstolos, que não é para eles. Quando estas pessoas enfrentam a perspectiva do fracasso, sua tendência é chegar à errônea conclusão: Fui longe demais; acabei chegando ao lugar errado. Já que cheguei ao fim de meus recursos, a melhor coisa é sair, rápido!

Jabez, ao contrário, estava tão certo de que a mão de Deus sobre ele era necessário para alcançar as bênçãos, que foi incapaz de imaginar uma vida honrada sem ela. Vamos analisar em mais detalhes o significado de sua oração.

A “mão do Senhor” é um termo bíblico para expressar o poder e a presença de Deus na vida de seu povo (veja Js 4:24 e Is 59:1). Em Atos, o sucesso fenomenal da Igreja primitiva foi atribuído a uma coisa: “A mão do Senhor estava com eles, e muitos crendo, se converteram ao Senhor” (At 11:21).

Uma descrição mais específica do Novo Testamento sobre a mão de Deus é o “encher-se do Espírito Santo”. O crescimento da igreja deve seu poderoso testemunho, tanto à necessidade quanto à disponibilidade da mão de Deus para realizar as coisas de Deus.

Considere a progressão natural que parte de mais bênçãos para maiores fronteiras e em seguida para a necessidade de poder sobrenatural. Quando Jesus deu a seus discípulos a “Grande Comissão – Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações... E eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28: 19-20), estava lhes outorgando tanto uma benção incrível, quanto uma tarefa impossível. Ir a todas as nações e pregar? Desastre à vista! Afinal, ele estava escalando pessoas não confiáveis e covardes como Pedro, que já havia provado que até uma menina próxima a uma fogueira, poderia faze-lo negar ter conhecido Jesus!

No entanto, ao enviar o Espírito Santo (At 1:8), Jesus tocou aqueles cristãos comuns com um toque de grandeza, enchendo-os de seu poder miraculoso para espalhar o evangelho por toda a face da terra. Você notará, de fato, que a frase presente no relato de Lucas (Cheios do Espírito Santo), freqüentemente está ligada à uma conseqüência: “eles falavam com intrepidez” (Veja At 4:13, 5:29, 7:51, 9:27). Apenas Deus, trabalhando através deles, poderia executar os milagres e as conversões em massa que se seguiram.

Ao pedirmos a poderosa presença de Deus, como Jabez e a Igreja primitiva fizeram, também veremos resultados tremendos que podem ser explicados somente como vindos da mão de Deus.

O que mais me surpreende sobre a Igreja primitiva é que os cristãos buscavam continuamente serem cheios de Deus (veja At 4: 23-31). Eram conhecidos como uma comunidade que passava horas e até mesmo dias em oração juntos, esperando em Deus e pedindo seu poder (veja At 2: 42-47). Eles ansiavam por receber mais da “mão de Deus” – um preenchimento espiritual renovado do poder de Deus que poderia transformar um fracasso certo e iminente em um milagre, fazendo com que tarefas impossíveis fossem realizadas.

Paulo instruiu os cristãos de Éfeso a fazer disso uma prioridade: “para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:19). Com este fim em mente, Paulo orou para que Deus os abençoasse e os fortalecesse “mediante o seu Espírito” (Ef 3:16).

Quando foi a última vez em que sua Igreja se reuniu e pediu para ser cheia do Espírito Santo? Qual foi a última vez em que você orou com freqüência e fervor dizendo: “Oh Senhor, coloca a tua mão sobre mim! Enche-me com o teu Espírito Santo”! A rápida disseminação das Boas Novas no mundo romano não poderia ter acontecido de outra maneira.

 12 adolescentes e um ovo que desaparecia

 Há muitos anos, quando eu servia como jovem pastor numa grande Igreja de Nova Jersey, doze adolescentes me provaram que a mão de Deus está disponível a todo cristão que a pede. Escolhemos uma área no subúrbio de Long Island, em Nova York, para desenvolver um projeto missionário durante as férias. Objetivo: evangelizar a juventude da região em seis semanas.

Optamos por uma estratégia de três partes. Começaríamos com estudos bíblicos nos quintais dos lares, mudaríamos para evangelismo na praia à tarde e fecharíamos com cultos noturnos nas Igrejas locais. Parece simples, mas não preciso dizer-lhe que a equipe – incluindo o pastor de jovens – sentiu-se sobrepujado pela dimensão da tarefa.

Convidamos uma pessoa de Long Island, especialista em ministério de crianças para nos dar algum treinamento. Ele disse à nossa equipe que reunir 13 ou 14 crianças no quintal de uma casa já seria um enorme sucesso. Depois que ele saiu, eu disse baixinho: - Se não tivermos 100 crianças em cada clube bíblico até o final de semana, vamos considerar o projeto um fracasso.

Repentinamente, todos nós tivemos o desejo de nos ajoelharmos em oração.

Nunca me esquecerei daqueles garotos sinceros e de suas orações: “Senhor, abençoa a gente! Sei que parece loucura, mas dá-me 100 crianças! E Senhor, pelo teu Espírito, faze algo para a Tua glória”.

Os pais sempre diziam à equipe que o que eles queriam fazer era impossível. E tenho certeza de que eles estavam certos. Mas as coisas começaram a acontecer. Quatro das seis equipes estavam abarrotadas com mais de uma centena de crianças nas reuniões da primeira semana. Alguns grupos precisaram se mudar para locais maiores, como casas cujos quintais não fossem separados por muros e que pudessem acomodar todas as crianças. Até o final da semana já havíamos compartilhado as Boas Novas com mais de 500 crianças, a maioria das quais nunca tinha ido a uma Igreja.

Se este milagre já não fosse suficiente, a etapa da praia de nosso Projeto Missionário para Long Island conseguiu ainda mais – ajudada por um pouco de mágica. A verdade é que fui a uma loja de novidades e voltei com um kit de mágica para iniciantes. Aquelas caixas com coisas escritas do tipo “tudo o que você precisa para divertir e impressionar seus amigos”. Fiquei acordado até as três horas da manhã aprendendo como fazer um ovo “desaparecer”. Na tarde seguinte, estávamos promovendo nosso show gratuito de mágica na areia e pedindo a Deus que sua mão estivesse sobre nós.

Nosso público cresceu de uma simples fileira de crianças (deixadas ali por seus pais que queriam alguns minutos de paz), para mais de 150 pessoas em trajes de banho.

Mudamos o show, saindo das mágicas para apresentações que contavam histórias bíblicas. Os pais começaram a chegar mais perto. Por fim, grupos de adolescentes começaram a se aproximar e fizeram o grupo crescer, chegando a 250 pessoas no final da tarde. Quando fizemos o apelo, no final do show, nada menos do que 30 pessoas revelaram que gostariam de receber a Jesus Cristo como seu Salvador – ali mesmo na praia.

Uma vez organizado o ministério na praia, demos início às cruzadas noturnas para jovens nas Igrejas locais. Deus abençoou nossos esforços além de todas as expectativas – mas totalmente de acordo com o escopo de nossa oração de Jabez.

Após seis semanas de incursão, pudemos contar 1200 novos cristãos em Long Island, e todos receberam orientação e material de apoio.

Aqueles doze estudantes voltaram para suas vidas confortáveis de classe média convencidos de que Deus pode fazer qualquer coisa. A primeira mudança ocorreu em sua Igreja local, pois eles decidiram orar para que o Espírito Santo agisse em sua própria congregação e trouxesse arrependimento e avivamento.

Impossível? De forma alguma. Doze adolescentes e um pastor de jovens viram a mão de Deus agir através da Igreja. Quando os membros do Projeto Missionário compartilharam suas experiências e desafiaram a Igreja a pedir mais a Deus, o reavivamento varreu aquela Igreja de um modo singular.

 O toque do Pai

 Tal como qualquer pai amoroso no parque, Deus está olhando e esperando que você peça pelo poder espiritual que ele oferece. “Porque, quanto ao Senhor, seus Olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte, para aqueles cujo coração é totalmente dele” (2Cr 16:9). Perceba que Deus não está fazendo uma varredura na linha do horizonte à procura de gigantes espirituais ou seminaristas talentosos. Deus busca com zelo aqueles que são sinceramente leais a ele. Nossa parte resume-se em fornecer-lhe um coração fiel.

Um simples apelo trará para você e para mim os inexplicáveis feitos do Espírito. Pelo roque divino você pode experimentar o entusiasmo sobrenatural, a ousadia e o poder. Depende de você.

Peça todos os dias o toque do Pai.

Porque, para o cristão, dependência é apenas um sinônimo de poder.

A oração de Jabes 03 - vivendo de maneira abundante


 A parte seguinte da oração de Jabez – um apelo por maiores fronteiras – é aquela em que você pede a Deus que engrandeça sua vida de modo que você possa causar maior impacto para ele.

A partir do contexto e dos resultados da oração de Jabez, podemos ver que havia mais em seu pedido do que um simples desejo de possuir mais terras. Ele queria mais influência, maior responsabilidade e mais oportunidades para deixar uma marca para o Deus de Israel.

Dependendo da versão do texto bíblico que você esteja lendo, a palavra “fronteiras” também pode ser traduzida por termos ou terras. Para Jabez e seus contemporâneos, esta palavra carregava grande força emocional. Ela falava de um lugar que pertencia a alguém e onde havia muito espaço para crescer.

Na época de Jabez a história israelita mais recente incluía a conquista de Canaã por Josué e a repartição da Terra Prometida em extensas áreas de terra para cada tribo. Quando Jabez clamou a Deus “alarga minhas fronteiras”, ele observou seu contexto e concluiu: “Eu não nasci para ter só isso”!

Como fazendeiro ou criador, ele olhou para o patrimônio que sua família lhe havia dado, correu os olhos pelas cercas, visitou os marcos de sua propriedade, calculou o potencial de tudo aquilo e tomou uma decisão: “Toma tudo aquilo que colocares sob o meu cuidado Senhor, e aumenta-o, para Tua glória”.

Se Jabez trabalhasse em Wall Street, é possível que ele tivesse feito a seguinte oração: “Senhor, aumenta o valor da minha carteira de investimentos”. Normalmente cito este tipo de posicionamento ao falar com presidentes de empresas. Quando executivos cristãos me perguntam: “É válido pedir a Deus mais sucesso nos negócios”? Minha resposta sempre é: “Certamente que sim”!

Se você estivesse tocando seu negócio de acordo com princípios bíblicos, não apenas é certo pedir mais, como o próprio Deus está esperando que você peça. Seu negócio é o território (as fronteiras) que Deus lhe confiou.

Ele quer que você o aceite como uma oportunidade significativa de tocar vidas de pessoas, a comunidade empresarial e o próprio mundo, para a glória do Senhor. Pedir ao Pai Celestial o incremento de seus negócios só traz alegria a Deus.

Suponhamos que Jabez fosse uma esposa e mãe. Sua oração teria sido assim: “Senhor, incrementa minha família, favorece meus relacionamentos familiares, multiplica, para a Tua glória, a influência do meu lar”.

Sua casa é a arena mais poderosa da face da terra para mudar uma vida para Deus. Porque o Senhor não desejaria que você fosse poderosa para Ele?

Independente de qual seja sua vocação, o ponto alto da oração de Jabez, no qual ele pede fronteiras mais amplas deve soar como algo assim:

“Oh Deus e Rei peço-te que expandas minhas oportunidades e meu impacto de tal maneira que eu possa alcançar mais vidas para Tua glória. Permita-me fazer mais para ti”!

 Quando você orar assim, as coisas certamente começarão a esquentar.

 Alterando as Fronteiras

 Há alguns anos, durante um seminário de uma semana numa grande universidade cristã da Califórnia, desafiei os alunos a fazerem a oração de Jabez, pedindo mais bênçãos e maior influência. Sugeri que o corpo discente de mais de dois mil alunos estabelecesse um objetivo ministerial digno da importância daquela escola.

- Porque não olhar para o globo e escolher uma ilha? – sugeri - Depois de escolher o lugar, reúnam um grupo de alunos, fretem um avião e conquistem a ilha para Deus.

Alguns alunos riram. Os outros questionaram minha sanidade. Mas quase todo o mundo ouviu. Insisti. Tinha viajado à ilha de Trindade e constatado a carência do lugar e por isso disse a eles:

- Vocês podem pedir Trindade para Deus. E também um DC-10.

Ninguém comprou a idéia.

Mesmo assim, o desafio deu início a uma agitada conversa. Vi que a maioria dos alunos estava ansiosa por fazer alguma coisa significativa com seus talentos e com seu tempo disponível, mas estavam inseguros sobre como começar. Normalmente eles faziam questão de relatar sua falta de habilidade, de dinheiro, de coragem e oportunidade.

Passei a maior parte daquela semana fazendo-lhes uma pergunta: se o Deus do céu o ama infinitamente e quer que você esteja diante dele a cada instante, e se você sabe que o céu é um lugar muito melhor para você, então porque será que Ele deixou você aqui na terra?

Expus a cada aluno que encontrava o que eu achava ser uma resposta bíblica para aquela questão: você está aqui porque Deus quer que você alargue suas fronteiras, conquistando novos territórios para Ele – talvez uma ilha – e alcançando pessoas em nome dEle.

Deus estava operando. Uma semana depois de voltar para casa, recebi uma carta de um aluno chamado Warren. Ele e seu amigo, Dave, tinham decidido desafiar o poder de Deus e pedir que os abençoasse e alargasse suas fronteiras. Eles oraram especificamente que Deus lhes desse a oportunidade de testemunhar ao governador daquele estado naquele final de semana. Jogaram seus sacos de dormir no porta-malas do Plymounth Valiant ano 1963 de Waren, viajaram mais de 600 quilômetros até a capital do estado e foram bater na porta do governador.

A carta prossegue assim:

 Veja o que tinha acontecido até a noite de domingo, quando voltamos de sacramento:

Havíamos testemunhado de nossa fé a dois frentistas de um posto de gasolina, a quatro seguranças, ao chefe da Guarda Nacional dos Estados Unidos, ao diretor do Departamento de saúde, Educação e Ação Social do Estado da Califórnia, ao chefe da Polícia Rodoviária da Califórnia, à secretária do Governador e por fim ao próprio Governador.

Estamos agradecidos e assustados feito crianças com o crescimento que Deus nos tem dado. Obrigado mais uma vez por seu desafio!

Isso foi só o começo. Nas semanas e meses que se seguiram, uma visão de fronteiras mais largas varreu o campus. No outono, um aluno, orientado por Warren e Dave, já havia montado um grande projeto missionário para o verão seguinte, chamado “Operação Jabez”. Seu objetivo: reunir um grupo de alunos auto-sustentados, fretar um avião e - adivinhe – voar para a ilha de Trindade para um ministério de verão.

E foi exatamente isso que eles fizeram. O grupo foi composto de 126 alunos e professores. Quando levantou vôo de Los Angeles, a Operação Jabez já contava com grupos prontos para ministrar mediante dramatizações, construção, escola bíblica de férias, música e visitação. Nas palavras do reitor da universidade, a Operação Jabez foi o mais bem sucedido ministério estudantil da história daquela entidade.

Dois alunos pediram que Deus lhes alargasse as fronteiras – e Deus atendeu! Uma pequena oração refez um mapa e impactou a vida de milhares de pessoas.

 Acho que este é o meu compromisso!

 A oração de Jabez é um pedido revolucionário. Assim como é muito rato ouvir alguém orando: “Deus, abençoa-me”, também é difícil presenciar a súplica de alguém que diz: “Deus, dá-me um ministério maior”!

A maioria de nós acha que nossas vidas já estão ocupadas demais. Porém, quando você começa a orar, pela fé, pedindo mais ministério, coisas impressionantes vão acontecer. À medida que suas oportunidades crescerem, sua capacidade e seus recursos sobrenaturais se expandirão. Não demora muito e você começará a perceber o prazer que Deus tem em seu pedido, e a urgência que ele tem de fazer grandes coisas em você e através de você.

As pessoas vão bater na nossa porta ou se assentar na mesa do lado. Começarão a dizer coisas que vão surpreender até a elas mesmas. Pedirão alguma coisa – elas não estarão bem certas do que é – e vão esperar sua resposta.

Chamo estes encontros de compromissos de Jabez.

Lembro-me da primeira vez que orei pedindo um desses compromissos. Foi num lugar surpreendente – a bordo de um navio na costa da Turquia. Eu estava viajando sozinho, avaliando uma empresa especializada em levar grupos para fazer turismo no Mediterrâneo, seguindo os passos da Igreja Primitiva.

Passamos dias maravilhosos a bordo daquele navio, com tempo suficiente para me dedicar a diversos projetos, mas, com o passar dos dias, fui me sentindo solitário. Na manhã em que ancoramos em Patmos, a ilha onde João escreveu o Livro do Apocalipse, cheguei ao fundo do posso.

Em vez de seguir o roteiro turístico, caminhei pelas ruas daquele pequeno porto conversando com Deus, Senhor, sinto saudades de casa e estou fraco – dizia eu. Mas quero ser teu servo. Mesmo aqui, alarga minhas fronteiras. Manda-me alguém que precisa de mim.

Numa pequena praça encontrei um restaurante com mesas nas calçadas. Sentei-me e pedi uma xícara de café. Poucos minutos depois, ouvi a voz de um homem atrás de mim.

 - Você está no navio de cruzeiro?

Olhei para traz e vi um jovem caminhando na minha direção.

 - Sim, estou – disse eu. – E você?

Ele me disse que era americano e que vivia na ilha. Perguntou se poderia sentar-se ali. Seu nome era Terry. Poucos minutos depois ele já estava me contando sua história. De acordo com o que ele me contou, seu casamento estava à beira de um penhasco. Na verdade, aquele dia era o fim de tudo. Sua esposa dissera que partiria à noite.

Você sabe o que eu estava pensando naquele momento, não é? Ta bom, Senhor, acho que este é o meu compromisso de hoje, Eu o aceito...

- Você quer que sua esposa vá embora? – perguntei. Ele me disse que não.

- Posso sugerir-lhe algumas coisas? – ofereci-me. Quando ele disse sim, soube que era a confirmação dada pelo Senhor de que aquela seria mais uma das experiências de Jabez. Passei uma hora conversando sobre vários aspectos e princípios bíblicos para um casamento feliz. Terry nunca ouvira falar de nenhum deles.

Quando eu já estava acabando, Terry estava tão ansioso para ter uma oportunidade de colocar aquelas idéias em prática, que pulou da cadeira e ficou em pé na minha frente.

 - Terry – disse eu – quero ouvir notícias de como foram as coisas entre você e sua esposa hoje. Aconteça o que acontecer, venha até o navio antes de partirmos e me conte, está bem?

Terry concordou, despediu-se e partiu. Naquela noite, todos voltaram ao navio. Eu estava no convés esperando alguma coisa. Ainda me sentia solitário, um pouco frustrado, e comecei a pensar o que se passara no coração de Terry naquele café.

Quando o capitão ordenou que se desse o último apito, anunciando nossa partida, fui até a proa onde a tripulação estava ocupada mexendo com as amarras do navio. E ali, correndo atrás de nós pela costa, vinha um casal de mãos dadas. Quando chegaram perto o suficiente para me verem na balaustrada, começaram a gritar:

 - Funcionou! Funcionou! Vamos ficar juntos!

Durante o resto da viagem fiquei tão contente com o que Deus havia feito que senti como se estivesse flutuando pelas águas sem precisar do navio. Deus havia marcada um compromisso na agenda daquele jovem para que pudesse se encontrar comigo. Começamos a nos aproximar a partir do momento em que orei pedindo ao Senhor, pedindo por uma vida mais ampla para o seu serviço.

 Vivendo conforme a matemática de Deus

 Independentemente de quais sejam nossos dons, nossa formação ou nossa vocação, o chamado que recebemos de Deus é para realizar sua obra aqui na terra. Se quiser, pode chamar a isso de viver sua fé em prol dos outros. Pode chamá-lo de ministério. Também pode chamá-lo de expediente diário do cristão. Seja qual for o nome que você lhe dê, a verdade é que Deus está procurando pessoas que queiram fazer mais, pois, com tristeza, o que vemos é que a maioria dos cristãos parece se recusar a viver neste nível de bênção e influência. Para a maioria de nós, a relutância provém de números certos mas numa aritmética totalmente errada. Veja o exemplo. Quando determinamos o tamanho do território que Deus tem em mente para nós, temos em nosso coração uma conta que se soma mais ou menos assim:

    Minhas habilidades

+ Minha experiência

+ Meu treinamento

+ Minha personalidade e aparência

+ Meu passado   

+ Minhas expectativas pessoais

 Território a mim reservado

 Não importa quantos sermões já tenhamos ouvido sobre o poder que Deus tem de trabalhar através de nossas vidas: nós simplesmente encobrimos a pequena palavra “através”. É claro que dizemos que nosso desejo é que Deus trabalhe através de nós, mas o que realmente queremos dizer não é “através”, mas normalmente “por” ou “associado” a nós. Mas o lembrete que Deus nos dá é o mesmo que ele deu aos Judeus quando estes voltaram do cativeiro, para uma terra dizimada. “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zac 4:6).

Nosso Deus é especializado em trabalhar através de pessoas comuns que crêem num Deus sobrenatural que vai cumprir sua obra através delas. O que ele está esperando é o convite. Isto quer dizer que, na matemática de Deus a equação seria mais ou menos assim:

     Minha disposição e minhas fraquezas

+ A vontade e o poder sobrenatural de Deus

= Meu território expandido

 Quando você começa a pedir com sinceridade – a implorar mesmo – por mais influência e responsabilidade para, com isso, honrar a Deus, o Senhor vai colocar oportunidades e pessoas em seu caminho. Você pode confiar que ele nunca vai mandar alguém a quem você não possa ajudar através da orientação e da força do Senhor.

Não raro você sentirá medo ao começar a apossar-se de novo território para Deus, mas também vai experimentar uma enorme emoção ao sentir Deus conduzi-lo em suas atividades. Você será como João ou Pedro, a quem foram dadas as palavras a serem ditas no momento oportuno.

Certo dia, em resposta à oração de Darlene por um ministério mais amplo, uma vizinha que mal conhecíamos bateu à nossa porta.

 - Senhora – disse ela, em meio à lágrimas – meu marido está morrendo, e eu não tenho ninguém para conversar. A senhora pode me ajudar?

Fronteiras mais amplas. Um compromisso a cumprir.

Há pouco tempo, numa viagem de trem que atravessava o país, orei novamente para que Deus pudesse alargar minhas fronteiras. Enquanto estava no vagão restaurante, pedi ao Senhor que me enviasse alguém que estivesse precisando dele. Uma mulher se sentou à mesa e disse que precisava me fazer uma pergunta. Ela sabia meu nome, mas pouca coisa a meu respeito. Parecia muito agitada.

- Que posso fazer pela senhora? – perguntei.

- Tenho medo do Anticristo – respondeu ela. – Por 50 anos tenho vivido com o pavor de não ser capaz de reconhece-lo quando ele surgir, de ser enganada por ele e de receber a marca da besta.

Esta pergunta direta e objetiva de uma mulher que eu nunca mais verei na vida me levou a ter uma conversa com ela de modo a promover uma maravilhosa libertação espiritual em sua vida.

 Seu assento na primeira fila

 Orar por fronteiras alargadas é nada menos que pedir um milagre. Um milagre é uma intervenção divina que provoca um evento que normalmente não ocorreria. Foi exatamente isso e nada menos que Jabez precisou para transcender seu nome e mudar sua situação.

Você acredita que milagres acontecem hoje em dia? Muitos cristãos que conheço não crêem. Digo a eles que um milagre não precisa romper as leis naturais para ser considerado um evento sobrenatural. Ao acalmar uma tempestade, Cristo não descartou uma lei natural – a tempestade terminaria por si só eventualmente. O que ele fez foi mudar a condição do tempo. Quando Elias orou para que parasse de chover, Deus dirigiu o ciclo natural de seca e chuva.

Do mesmo modo, os poderes divinos de operar milagres estavam claramente em evidência quando, ao saber das necessidades de Terry, Deus nos colocou juntos na ilha de Patmos. Assim também, Deus operou quando permitiu que eu conversasse com aquela mulher no trem.

Os milagres mais emocionantes em minha vida aconteceram quando fiz a Deus o audacioso pedido de expandir muito o seu reino. Você não precisa de Deus para dar pequenos passos. É quando você se entrega a Deus e se coloca no centro dos planos dele para este mundo – que estão acima de nossa capacidade de executa-los – e quando implora a Deus dizendo: “Senhor, usa-me! Dá-me um ministério para ti”, que os verdadeiros milagres são desencadeados. É neste momento que os céus enviam anjos, recursos, força e as pessoas de que você precisa. Sou testemunha disto. Vi isto acontecer centenas de vezes.

Deus sempre intervém quando você coloca as prioridades dele acima das suas. Se você orar ao Senhor pedindo o alargamento de suas fronteiras, com certeza você vai reconhecer sua resposta divina. Você terá um assento na primeira fila de um grande espetáculo: Uma vida cheia de milagres.