Mostrar mensagens com a etiqueta Porcos na sala. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porcos na sala. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

sábado, 24 de abril de 2021

Porcos na sala - 23 - O Conflito Final



23 - O Conflito Final

Sabemos, através da história bíblica, que Deus, em certas ocasiões, falou com Seus servos por meio de visões e so­nhos. No dia de Pentecostes, Pedro citou o profeta Joel:

            "E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derra­marei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, E SONHARÃO VOSSOS VELHOS." (Atos 2:17.)
            No dia 9 de julho de 1970, o Senhor falou comigo num so­nho. Oro para que ele seja uma bênção e uma inspiração para você, assim como tem sido para muitos outros que o têm ouvido.

O Sonho
            No início do sonho, eu estava entrando num grande estádio superlotado de gente, e havia naquele ar expectativa e excitação sobre o que iria acontecer. Ia haver um jogo de beisebol, e eu era um dos jogadores, vestindo um uniforme branco e verme­lho. O outro time estava vestido de preto e branco.
            Quando entrei em campo, percebi que todos os meus com­panheiros do time estavam fora do campo, ainda envolvidos numa discussão calorosa com todos os membros do outro time. Não quis nada com a bagunça e entrei no campo, esperando a chegada dos outros. Entrou comigo no campo um membro do outro time. Eu queria começar logo o jogo. Pela posição do sol, sabia que restavam só duas horas de luz do dia. Devíamos co­meçar o jogo o mais breve possível.
            Finalmente, a discussão se findou e os times tomaram seus lugares. Nosso time ficou no campo enquanto o outro ia bater a bola. Lembrei-me de que ninguém me avisou sobre minha posi­ção no time. O treinador me mandou tomar conta da terceira base.
            Os jogadores do nosso time começaram a se encorajar uns aos outros. Fizemos todos os exercícios de preparação e estava na hora de começar mesmo.
            O lançador da bola jogou a primeira e o batedor bateu-a bem alto por cima de minha cabeça, caindo fora do campo. O medo tomou meu coração. Pensei comigo que se todos naquela equipe fossem assim fortes, nossas chances contra eles eram poucas. Eu fiquei pulando consciente de que devia estar bem pronto para pegar qualquer bola que viesse em minha direção, especialmente quando viesse daquele batedor. Nesse momento, meu sonho terminou. Ao acordar, comecei a me lembrar do so­nho e minha reação foi de desapontamento. Gosto muito de bei­sebol e queria saber como o jogo terminou.

A Interpretação
            O sentido de um sonho espiritual não pode ser manipulado — tem de ser interpretado. No dia seguinte, quando o Espírito Santo recordou o sonho para mim, Ele também começou a interpretá-lo. Peguei uma caneta e papel e o escrevi o mais rápido possível. Tudo ficou esclarecido em poucos minutos. Fui escrevendo sem interrup­ção, exatamente como o Espírito Santo revelava.
            O campo de jogo representava o mundo inteiro, enquan­to os espectadores representavam Hebreus 12:1: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas...".
            O Senhor me disse que a multidão era a grande nuvem de testemunhas. Eles eram todos os cristãos que já viveram e agora estavam olhando o mundo de suas posições celestiais. Todos os patriarcas e os santos do Antigo e do Novo Testamento estavam presentes. Lá estavam Abraão, Jacó, Isaque, Josué, Davi, Daniel, Jeremias, Isaías, Pedro, Tiago, João e todos os outros. Eles fo­ram jogadores nos times das gerações anteriores, desde a criação do mundo.
            Muitos tinham sido colocados no Rol de Honra, con­forme está descrito no capítulo 11 de Hebreus. Eles estavam nos observando para ver nosso desempenho em nossa geração. Então, o Senhor falou para mim: "ISSO É A COPA MUN­DIAL! ISSO É O CONFLITO FINAL ENTRE AS FORÇAS DO MAL E AS FORÇAS DA JUSTIÇA. ISSO É PARA DE­TERMINAR O CAMPEONATO MUNDIAL!" 
            Naquele momento entendi o sentido dos uniformes. O nosso era branco e vermelho - o vermelho representando o sangue de Jesus. Ele nos marca como sendo os que pertencem ao Senhor. O sangue fala de nosso poder em Jesus Cristo. "Eles, pois, o vence­ram por causa do sangue do Cordeiro..." (Apocalipse 12:11.) O branco fala da pureza. O Espírito Santo está enfatizando a purifi­cação pessoal e a prática da justiça. Não é mais hora de se andar com um pé no mundo e o outro no Reino de Deus!
            O outro time, com uniforme preto e branco, caracterizava Satanás e suas obras vis. Os oponentes foram claramente identi­ficados como o diabo e suas hostes de espíritos demoníacos. Fiquei perplexo. O que significava tudo isso? Ao mesmo tempo em que a pergunta estava-se formando em minha mente, o Es­pírito Santo estava revelando a resposta. O preto e o branco representam uma mistura do mal com o bem. Satanás não chega até nós representando sempre todo o mal. Ele vem todo branquinho também. O preto e o branco do uniforme representavam a  mistura. Hoje, mais do que nunca, há uma mistura do bem e do mal, da verdade e da mentira.
            "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espí­ritos enganadores e a ensinos de demônios." (1 Timóteo 4:1.)
            Por que é que eu estava nessa batalha? O Senhor mostrou-me que minha presença nesse jogo era a de representante de muitos cristãos que estão entrando no campo de luta espiritual para levar a ofensiva contra as forças do inferno.
            Perguntei-Lhe: "Mas, Senhor, por que todos os meus compa­nheiros do time estão na linha lateral, argumentando com o outro time?" O Senhor explicou que essa era mais uma das táticas do inimigo; ele faz tudo para que o povo de Deus fique na linha late­ral mesmo, fora da ação principal, e deixa-os lá completamente ocupados. Ele me mostrou que isso representa as divisões da cristandade denominacional.
            O diabo tem os cristãos na linha lateral defendendo suas próprias doutrinas e tradições, sem perceber que eles foram enganados por Satanás. Está na hora de o povo de Deus ficar unido para realizar sua obra. Na realidade, é exatamen­te isso o que está acontecendo hoje como resultado do grande derramamento do Espírito Santo em todas as partes do mundo.
            Minha preocupação era que a luz do dia estava se acabando, faltando somente mais duas horas. Certamente a noite vem, quan­do ninguém mais pode trabalhar. Estamos vivendo nas últimas horas da história humana. Temos de agir de maneira que cada minuto conte, e usá-lo ao máximo. Temos a necessidade de re­conhecer que, como cristãos, nosso lugar é no campo onde ven­ceremos Satanás e as suas hostes.
            Finalmente, os times entraram em campo para jogar. Um só jogador não faz o time! A fase da vida espiritual na qual estamos nos movendo precisa de esforço unido do tipo representado por um time: união. O Senhor me fez lembrar que há nove jogadores num time de beisebol. O número nove sugere os nove dons do Espírito e os nove frutos do Espírito.
            Os membro do time do Se­nhor nesse conflito final contra as forças satânicas estarão ope­rando sob a direção do Espírito Santo. Os dons do Espírito - a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, a fé, os dons de cura, a operação de milagres, a profecia, o discernimento dos espíritos, variedades de línguas e a interpretação das línguas (veja 1 Coríntios 12:8-10) - operarão no ministério.
            O fruto do Espí­rito - amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio - estará em evidência. (Veja Gálatas 5:22, 23.) Louvado seja o Senhor! Ele está trazen­do Seu time ao campo em nossos dias. É um time cheio do Espírito. Os dons do Espírito estão sendo restaurados à Igreja.
            O fruto do Espírito está sendo notado entre o povo de Deus como nun­ca. As barreiras que nos têm separado e nos têm deixado na linha lateral por tanto tempo agora estão sendo derrubadas. As barreiras denominacionais estão-se desintegrando. As questões duvidosas de doutrinas estão sendo enterradas. Jesus é o Senhor! Estamos experimentando o fluxo do amor. Estamos pisando em terreno comum. Podemos prestar nosso louvor e ministrar jun­tos sob o poder do Espírito Santo.
            Quando entrei em campo, fui acompanhado por um mem­bro do time adversário. Na experiência real entrei no campo de lutar quando experimentei o batismo no Espírito Santo. Foi naquele momento que me tornei uma ameaça ao diabo. Depois dessa expe­riência, os dons do Espírito começaram a operar no meu ministério, e a maior parte do poder resultante foi dirigido ao diabo.
            O batismo no Espírito Santo não pôs fim aos meus problemas - aliás, meus problemas aumentaram. Da noite para o dia, muitos de meus amigos se tornaram meus inimigos, rejeitando-me, acusando-me de orgulho e engano. O medo tomava conta do meu coração e queria saber o que iria acontecer comigo. Os poderes demonía­cos tinham entrado em campo para me confrontar.      
            Neste ponto, eu estava no lado esquerdo do campo. Você sabe o que significa a expressão "estar no campo esquerdo"? Essa expressão, com suas raízes no jogo de beisebol, tem sido usada para descrever uma pessoa confusa, que não está a par do assunto. Eu sabia que estava na luta, no campo, mas não tinha a menor idéia do que iria fazer.
             Isso descreve meu dilema logo após meu batismo no Espírito Santo. Não é essa a experiência de muitos dos cristãos? Eles estão no "campo esquerdo". Eles nunca descobriram a vontade de Deus para sua vida. Eles estão andando ao léu, sem nenhuma direção. Eles não estão contribu­indo para o time. A vaga a ser tomada por eles continua vazia.
            Há uma falha entre os membros do time. Mas o treinador está lá para dirigi-los. Quem é o Treinador? É o Espírito Santo. E onde é que nos encontraremos com Ele? Essa foi uma parte do sonho que era muito estranha para mim. Geralmente, o treinador fica de lado, mas nesse caso ele ficava exatamente no meio do cam­po. Onde fica o Espírito Santo, senão no meio de nós? Ele está aí para nos dirigir enquanto nós olhamos para Ele. Ele me mos­trou que meu lugar era na terceira base. A explicação já virá.
            Os vários membros do time estavam achando sem demora suas posições. O jogo começou. Começamos a nos encorajar uns aos outros. Oh! que lindo retrato da Igreja atual!
            "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimu­larmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima." (Hebreus 10:24, 25.)
            Iniciamos nossos exercícios. O Senhor mostrou-me que o exercício físico dos jogadores representavam os exercícios espirituais - dobrar os joelhos em oração, erguer os braços em louvor, curvar as costas em adoração! Aleluia! Os participan­tes num campeonato mundial de luta sempre estarão na me­lhor condição física. Não deixe que seja dito de nós que "os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz" (Lucas 16:8b).
            Se os jogadores em campo podem manter a disciplina ne­cessária para ganhar a coroa terrestre, quanto mais deveria um cristão pagar para estar sempre pronto para entrar na maior de todas as lutas!
            Agora, chegou a hora de começar a luta. Deus me mostrou que nosso time estava no campo defensivo. Ele disse que o povo dEle tinha estado nessa posição por bastante tempo. Estava na hora de tomar o controle e o diabo ficar no lado da defensiva. Uma boa defesa é importante, mas é o time ofensivo que ganha os pontos. Por meio da luta espiritual, a Igreja está tomando a ofensiva. Os principados e potestades da escuridão espiritual estão sendo atacados e vencidos. Uma vez Jesus disse:
            "Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós." (Lucas 11:20.)
            Estamos no tempo de luta espiritual e de vitórias espiritu­ais. Antes que o Reino de Deus possa tornar-se uma realidade em sua vida e na minha, as forças do inferno que nos assaltam têm de ser confrontadas e vencidas. Antes que a Igreja possa cumprir aquilo que o Senhor profetizou acerca de Sua Igreja vi­toriosa (Mateus 16:18), ela deve tomar a ofensiva contra o dia­bo. A mensagem e a prática da luta espiritual estão sendo espa­lhadas rapidamente por toda a Igreja. Pela primeira vez estamos vendo as costas do diabo. É uma vista maravilhosa!
            Agora é a vez da Igreja de tomar a ofensiva e dominar o diabo. Amém!
            Lançada a primeira bola, o batedor da oposição bateu-a com muita força e lançou a bola bem alto e longe, mas ela caiu fora da linha. O Senhor disse: "Quero mostrar-lhe a obra do inimigo. É semelhante àquela bola. O inimigo de fato tem qualquer po­der e o que ele faz, muitas vez, é muito alto e impressionante, mas é sempre 'fora do lugar'".
            O medo que se apoderou de mim é comum a muitos dos servos de Deus, hoje, ao verem tudo o que o diabo está fazendo nestes dias. Eles duvidam que haja uma chance de ganhar, de vencer. Eles começam a pensar que vão ser derrubados. Mas Deus não está levantando uma Igreja assim! Ele é o Senhor de uma Igreja militante. Ele tem esperado uma geração como a nossa para entrar em campo. Sob a liderança dEle, isso será feito. O inimigo será derrubado — vencido. Você faz parte do time? Você está no lado ofensivo contra o diabo?
            Neste ponto do sonho percebi que eu precisava estar pron­to. Devo estar em boas condições, tanto físicas quanto espiritu­ais. Eu devo estar pronto para me mover em qualquer direção necessária e expulsar o oponente.
            "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus." (Efésios 5:15, 16.)
            Tive a impressão de que o fim do sonho foi prematuro. Per­guntei ao Senhor por que Ele não me deixou ver o fim do jogo. Ele me perguntou por que eu queria vê-lo até o fim. Expliquei-Lhe que queria saber o resultado. O Senhor, então, me disse uma das coisas mais lindas que já tinha ouvido: "Filho, você não preci­sa saber o resultado final. Você já sabe qual é. Minha Palavra lhe prometeu que você está no time vitorioso. Será como Eu disse. Não, você não precisa saber o resultado final, mas você tem de saber que O CONFLITO FINAL JÁ ESTÁ INICIADO."
            Sim, querido cristão, estamos no fim do século. O conflito final entre as forças de Satanás e o exército de Deus JÁ ESTÁ em ação. Vemos as evidências disso em todos os lados. É a cha­mada à luta. Não há mais tempo para demorar. A luta está ini­ciada! Você está envolvido nela?

O Resultado
            A interpretação do sonho não tinha terminado. Recebi a revelação do que significavam as três bases no jogo de beise­bol. A primeira base representava as relações sociais, a segunda base representava as relações comerciais, e a terceira base repre­sentava as relações eclesiásticas. Por isso, fiquei na terceira base. Era para eu expulsar Satanás quando ele tentasse atingir a ter­ceira base - a Igreja.
             O lugar do batedor significava relações da família. O Espírito Santo mostrou-me que tudo começou e terminou no lugar do batedor. Quando os membros do time de Deus tomam o lugar do batedor, eles têm de começar em casa e consertar a vida do lar. Se eles não fizerem isso antes de tocar nas outras bases de relações sociais, comerciais e eclesiásticas, tudo será em vão.
            Hoje Deus está enfatizando a vida no lar. Ele está arruman­do nossa vida. Ele está restaurando o marido e o pai ao lugar de autoridade no lar. O lar está-se tornando o centro da vida espiri­tual. Essa é a ordem divina. Não podemos estar bem em ne­nhum outro relacionamento na vida até que nossa vida esteja bem em casa.
            O time do diabo está lançando bolas velozes. O diabo tem de ser derrubado em primeiro lugar, no início de seu ataque contra nosso lar. Cada membro da família tem de assumir o encargo ordenado por Deus.
            "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor [...] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela [...] Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo." (Efésios 5:22, 25; 6:1)
            A primeira prova de convivência cristã começa em casa. Se o amor, a alegria e a paz do Espírito Santo não saem de nossa vida nas relações com outros membros de nosso próprio lar, Satanás nos venceu. Quando se torna claro que Satanás já está com o rabo na brecha aberta em nosso lar e em nós, isso é uma chamada à luta espiritual. Vença ao diabo em sua própria vida e em sua família e você poderá levar a batalha até outras áreas da vida.
            Em Sua parábola do argueiro e a trave (Mateus 7:3), Jesus nos mostrou que nós temos de pôr em ordem nossa própria vida antes que possamos ministrar aos outros. Temos de ter a certeza de que não hospedamos porcos em nossa própria sala.


Porcos na sala - 22 - Problemas e Perguntas




22 - Problemas e Perguntas


Existem certas coisas a respeito de demônios e do minis­tério de libertação a respeito das quais seria insensato falarmos dogmaticamente. Não há respostas para uma grande parte das perguntas. Existem divergências honestas nas opiniões entre as várias autoridades nesse campo. Em vez de ignorar essas questões por completo, vou mencionar e fazer meus comentários sobre várias delas, as quais, no meu modo de pen­sar, são as mais importantes.




1. Nós somos menos eficazes que Jesus, não é?
            Isso pode ser debatido, e com razão, pois a evidência do Novo Testamento é que Jesus libertou as pessoas dos espíritos demo­níacos com maior autoridade e facilidade do que estamos vendo hoje. Não fujamos deste ministério por causa da falta de perfei­ção, esperando o dia em que possamos agir como Jesus. Esse caso é igual ao da pessoa que não sabia nadar e resolveu não entrar na água até que pudesse nadar como um campeão olímpico.
            Para mim, existe hoje um erro muito sério nesse ministério. Quando os resultados não são imediatos, alguns, com toda cer­teza, declaram que tudo depende da fé. Em conseqüência disso, eles têm a prática de mandar embora todos os demônios e des­cansam na "fé" que eles saíram. Mas suposição não é fé. Quando a pessoa não é liberta em conseqüência dessa pseudo-fé, en­tão, deveria admitir-se que alguma coisa está errada.
            Alguns desses casos têm chamado minha atenção. E1es fo­ram vítimas de ilusão e engano. Foram avisados que estavam libertos, mas nada mudou. Será que o ministro de libertação foi realmente honesto? Será que ele não se interessou por um traba­lho bem feito? Será que ele estava procurando meio para encur­tar a eficácia? Como é que podemos julgá-lo?
            Um dia, um pastor amigo meu estava discutindo comigo essa espinhosa questão. Durante a conversa, o Espírito Santo falou ao meu coração dizendo que a Igreja iria entrar num período de maior poder com relação ao ministério de libertação. O Espírito Santo me revelou que ia me dar uma amostra prévia do que ia acontecer.
            A esposa do outro pastor estava sentada na sala conosco e havia pedido libertação. Pelo Espírito Santo, fui diri­gido a mandar embora de uma só vez os demônios que a pertur­bavam. Ninguém na sala mudou de lugar. Apontei o dedo àque­la senhora, no outro lado da sala, e mandei os demônios saírem dela. Houve um minuto de silêncio e ela explodiu em tosses. Ao reconhecer que foi liberta, ela se levantou erguendo as mãos para louvar a Deus. Nisso, ela caiu no chão sob o poder da un­ção do Espírito Santo.
            Não estou satisfeito com a unção de minha experiência ou com a que tenho notado, em geral, no ministério dos outros. Creio em Deus que virão dias melhores. As lutas espirituais que, no passado, levaram horas, agora levam minutos. Os demônios, sem dúvida, reconhecem nossa autoridade aumentada pela ex­periência e respondem mais rápido, com menos manifestações ou manifestações mais curtas.
            Em alguns casos, os demônios nas pessoas que estavam na mesma sala onde estávamos minis­trando gritaram, simplesmente por reconhecer que nós éramos perigosos e uma ameaça para eles. Parece que isso é um paralelo à experiência de Jesus quando Ele entrou na sinagoga e um espírito imundo presente num homem bradou. (Veja Marcos 1:23, 26.) Fiquemos abertos ao ensino do Espírito Santo. Sem dúvida, o problema é dos homens e não de Deus.



2. Como um cristão pode ter demônios?
            Como é possível para um espírito demoníaco habitar o mes­mo corpo ao mesmo tempo que o Espírito Santo? Parece lógico presumir que é impossível, mas nem tudo que é lógico é verda­de, e há lógica baseada numa posição falsa.
            Neste livro, temos tomado a posição de que os crentes po­dem ser habitados por demônios. A explicação dessa possibili­dade é principalmente baseada, tanto quanto eu possa deter­minar, num entendimento claro da diferença entre a alma e o espírito. A palavra do Novo Testamento para "espírito" é "pneuma". Em contraposição ao natural, o espírito é aquela parte do ser humano que tem a capacidade de alcançar e per­ceber as coisas divinas.
            "Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1 Coríntios 2:14.)
            A palavra "alma' é "psique". Ela significa as emoções, o intelec­to e a  vontade. Paulo nos mostra que o corpo humano consiste de três partes.
            "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:23).
            A Bíblia ensina que antes da salvação um homem está mor­to em seus delitos e pecados. (Veja Efésios 2:1.) Tal homem não está morto fisicamente - o coração dele ainda está batendo. Ele está morto espiritualmente - ele não tem comunicação nenhu­ma com Deus, ele não tem nenhuma percepção dos mistérios divinos. O novo nascimento (salvação) conserta o estado do es­pírito de um homem. O espírito é estimulado pela vinda da pre­sença divina. Jesus entra na vida humana trazendo Sua vida.
            "E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." (1 João 5:11, 12.)
            Disso vemos que o Espírito divino passa a habitar no espíri­to humano na hora da salvação. Os espíritos demoníacos estão relegados à alma e ao corpo do cristão. Os demônios afligem as emoções, a mente, a vontade e o corpo físico, mas não o espírito do cristão.
            A finalidade da libertação é tirar os demônios transgressores da alma e do corpo, a fim de que Jesus Cristo possa reinar tam­bém sobre estas áreas. Jesus fez provisões para o homem todo, mas uma parte da responsabilidade é do homem, conforme é demonstrado no seguinte trecho bíblico:
            "...desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; por­que Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:12b, 13.)
            Deus está fazendo uma obra "em você", mas a salvação men­cionada não está completa. Ela precisa ser "desenvolvida". A palavra "salvação", nesta passagem, é soteria. O sentido primá­rio desta palavra é "libertação de molestação pelos inimigos". A idéia está clara. Jesus libertou nosso ESPÍRITO do poder de Satanás; agora Jesus nos diz: "Desenvolvei a vossa salvação (libertação) da molestação dos inimigos até que a ALMA. e o COR­PO sejam libertados".



3. Um incrédulo pode ser libertado?
            A resposta óbvia é "sim". Os demônios têm de obedecer àqueles que os mandam embora em nome de Jesus. Nunca mi­nistrei libertação a um descrente, mas não tenho dúvida nenhu­ma que os demônios responderiam e obedeceriam. Mas por duas razões duvido seriamente de tal libertação.



PRIMEIRA: Haveria pouca esperança na conservação de tal libertação. Eles voltariam logo em seguida, não é? A pessoa tem de resistir pessoalmente ao demônio e ela não tem base para fazê-lo, a menos que esteja submissa ao Senhor. O pecado abre a porta para a entrada dos demônios, e um pecador incrédulo, sem o arre­pendimento de seus pecados, torna-se vítima do diabo.



 SEGUNDA. De acordo com as Escrituras Sagradas, a liber­tação de um incrédulo poderia contribuir para uma piora, em vez de uma melhora. (Note-se em Mateus 12:43-45 que, quando um espírito maligno é expulso, ele fará tudo para voltar. Se nada de Deus é posto no lugar vazio, o espírito maligno pode voltar, tra­zendo outros demônios até piores junto com ele, de modo que "o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro".
            Não vejo base nenhuma para ministrar libertação a um in­crédulo a não ser por ordem do Senhor. Somente Deus sabe o futuro e se a pessoa vai aceitar Cristo como seu Salvador. Ainda mais, qual seria o motivo de um incrédulo em desejar liberta­ção? Em sua incredulidade o motivo não deve ser o de glorificar a Deus. O motivo dele seria puramente egoísta:
            O ministério de libertação não é uma brincadeira, nem um jogo. É somente para aqueles que levam Deus a sério. Ora, a questão não é um incré­dulo PODER ficar liberto, mas se deve um incrédulo receber a ministração de libertação. Normalmente, o espírito tem de ser liberto primeiro, e isso acontece através do novo nascimento.



4. Sendo expulsos, o que acontece com os demônios?
            A Bíblia não fala muito sobre esse assunto. Nossa referência principal é Mateus 12:43. Lemos:
            "Quando o espírito imundo sai do homem, anda por luga­res áridos procurando repouso, porém não encontra." (Mateus 12:43.)
            Nosso problema é saber até onde devíamos deixar a interpretação deste versículo ser literal. Uma vez que os demônios são seres espirituais, como seriam afetados por um lugar árido? Talvez as palavras sejam meras figuras. Assim, elas mostram os demônios andando e percorrendo um lugar fora da habitação humana. O demônio é inquieto e insatisfeito fora do corpo hu­mano, pois a única maneira em que ele pode perpetuar seus de­sígnios maus é habitando e controlando uma vida humana.
            Há um trecho muito interessante no livro de Jó, no Antigo Testamento, que descreve bem o "quadro" daqueles que percor­rem lugares áridos. Já que o livro de Jó é sobre um homem sob o ataque de Satanás, a descrição tem mais sentido. Durante as li­bertações, tenho usado essa passagem contra os demônios, lembrando-lhes que eles vão para lugares áridos. Os demônios são atormentados ao ouvir a leitura dessa passagem. Parece que eles entendem melhor que nós o que o capítulo descreve. Examine o capítulo 30 do livro de Jó por completo, do qual destacamos aqui somente uns versículos:
            "De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados. Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro. Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão; habitam nos desfiladei­ros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas. Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros. São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados." (Jó 30:3-8.)



5. Podemos indicar para onde os demônios têm de ir?
            Essa pergunta está relacionada com a anterior. Além de di­zer-nos que os demônios expelidos "andam por lugares áridos", não há sugestão nenhuma daquilo que acontece com eles. Não há registro nenhum de que Jesus ou seus discípulos impuseram qualquer julgamento aos demônios, mandando-os ao inferno, ao abismo ou para um lugar qualquer. Parece que os demônios bem entendem que seu julgamento final ainda vem no futuro. Eles indicaram isso ao falar através do gadareno endemoninhado.
            "E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" (Mateus 8:29.)
            As Escrituras não nos autorizam a atormentar os demônios antes do tempo. Esse tempo é estabelecido somente por Deus.
            Podemos mandá-los a outro país ou localidade? O demônio que se identificou como "Legião" pediu para que Jesus não o mandasse para outro lugar.
            "E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país." (Marcos 5:10.)
            Pela leitura desse versículo, parece que os demônios podem ser mandados para outras partes do mundo; isso devia ser feito em todas as vezes ou apenas em certos casos? Houve casos em que fui dirigido pelo Espírito Santo a mandar que demônios fossem para um país específico. Nesses casos, ouvi deles protestos violentos.
            Um demônio me implorava para não mandá-lo à Áfri­ca, queixando-se de que lá faz calor demais. Por uma razão ou outra, eles preferem ficar em certa localidade.
            Por que os espíritos malignos no gadareno pediram entrada nos suínos, e por que Jesus o concedeu? Certamente Jesus não estava de acordo com os demônios. A razão dEle deveria estar baseada no bem-estar do pobre endemoninhado. É minha pró­pria teoria que o homem teria sido bastante arranhado pela le­gião dos espíritos resistindo à ordem de Jesus. (Jesus nunca im­pediu que os demônios maltratassem a pessoa ao saírem.) Des­de que os demônios tivessem um destino certo, eles não resisti­riam. No entanto, os suínos logo foram destruídos, e mais uma vez os demônios ficaram sem "casa".
            Os demônios preferem habitar corpos humanos. A segunda preferência deles é habitar num animal. Não me alegro muito ao saber que se o demônio não pudesse habitar em mim, ele prefe­riria um porco! Os demônios podem habitar e realmente habi­tam em animais.



6. Podemos proibir a volta dos demônios à pessoa já libertada?
            Aprendemos que Jesus não permitiu a volta do demônio em uma ocasião. Foi no caso do rapaz possuído por um espírito mudo e surdo trazido a Jesus pelo pai.
            ''Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o es­pírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele." (Marcos 9:25.)
            Parece que foi uma exceção. Como vimos em Mateus 12:43-45, um demônio tentará voltar e vai conseguir entrar, se a pes­soa libertada não fizer nada para impedi-lo. No caso de crianças, os pais são responsáveis pela proteção espiritual dos filhos.     
            O pai, no caso citado, mostrava uma fraqueza em sua fé, dizendo: "Creio, ajuda-me na minha falta de fé." Jesus estava fortalecen­do a fé do pai quando foram interrompidos pela multidão. Pode ser que Jesus tenha agido soberanamente a favor de um filho que não tinha a proteção espiritual adequada do pai.
            Nesse caso, um exemplo só é pouca evidência para servir de precedente. Se tivéssemos a autoridade de, em todos os casos, proibir a volta dos demônios, a libertação seria facilitada bas­tante, mas eliminaria o incentivo do indivíduo em conservar sua libertação, a qual faz parte do crescimento espiritual do crente. Sem dúvida nenhuma, o Senhor nos revelará Sua intenção em qualquer situação em que Seu propósito for o de limitar a ativi­dade demoníaca, negando-lhe acesso à pessoa.
            Deus é capaz e bem pode limitar o poder de Satanás contra alguém. Satanás precisou pedir licença a Deus antes que pudesse maltratar Jó.
            "Disse o Senhor a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida." (Jó 2:6)
            Se Deus, por meio da palavra de conhecimento, mostrar que é proibido ao demônio habitar na pessoa de novo, pode­mos dizer ao demônio: "Na autoridade do Senhor Jesus Cristo, não entre mais nela".



7. As casas deveriam ser purificadas dos espíritos imundos?
            Devido ao fato de eu estar envolvido no ministério de liber­tação, tenho ouvido falar de estranhas atividades demoníacas em lares e objetos. Muitas vezes sou convidado para limpar lares de demônios. Livros e objetos relacionados com o reino satâni­co têm servido como ímãs na atração dos demônios. Atividades pecaminosas da parte dos moradores anteriores de uma habita­ção dão motivo para uma "limpeza".    Muitas pessoas têm conta­do que ouvem vozes ou barulho estranho em sua casa. Tais manifestações chamam-se "poltergeist", uma palavra alemã que significa "espíritos barulhentos".
            Uma vez, numa ministração com uma menina de 9 anos, sua mãe nos contou que a menina acordava todas as noites bem assustada. Eles não podiam saber o porquê. A ministração à menina não revelou nada de suspeito. Pedimos licença para re­vistar o quarto dela. Descobrimos três coisas que podiam atrair espíritos maus. Havia um livro sobre uma bruxa - tomado por empréstimo da escola pública. Havia um grande brinquedo na forma de um sapo e, sobre sua casa, havia um móbile composto de meia dúzia de corujinhas incandescentes.
            A família deu fim a todas essas coisas. Em nome de Jesus mandamos embora imediatamente todos os demônios escondi­dos naquele quarto e clamamos pelo sangue de Jesus sobre a menina. Ela tem dormido sossegadamente desde aquele dia.
            Onde estão as corujas e os sapos? Eles estão classificados entre as criaturas mencionadas em Deuteronômio 14:17-19. Eles são tipos de espíritos demoníacos. Esse ministério que Deus me deu tem-me levado a muitos lares, de modo que estou ciente de quantas dessas criatura impuras estão sendo transformadas em objetos de arte e usados como enfeites.
            Isso é verdade especial­mente em relação a corujas e sapos. É mais do que coincidência que os dois são criaturas da escuridão. Eles saem à noite em busca de alimento. Os demônios também são criaturas da es­curidão. Eles não podem operar na luz!
            Em outro lar havia um menino de 12 anos que não podia dormir sossegado. Ele era muito nervoso e medroso. A casa es­tava repleta de objetos trazidos da África onde os pais haviam sido missionários. Entre outras coisas havia uma máscara de bruxa e fetiches usados pelos bruxos-médicos nos ritos pagãos. Às ve­zes o valor econômico e sentimental de tais objetos são mais importantes que o bem-estar da família. Ouça o que Deus falou ao povo dEle, Israel, a respeito dessas coisas.
            "As imagens de escultura de seus deuses queimarás; a pra­ta e o outro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois são abominação ao Senhor, teu Deus. Não meterás, pois, cousa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada." (Deuteronômio 7:25, 26.)
            Os espíritos malignos e imundos definitivamente são atraí­dos às casas pelos objetos e pela literatura que trata de religiões falsas, de seitas, do oculto, do espiritismo, etc. Todas essas coi­sas devem ser queimadas ou destruídas de qualquer maneira. Os lares e/ou prédios suspeitos de infestação demoníaca devem ser purificados pela autoridade do nome de Jesus. Aqueles que moram ou trabalham nesses lugares devem clamar pelo sangue de Jesus Cristo.



8. É necessário chamar os demônios pelo nome específico para expulsá-los?
            Coisas interessantes surgem durante a ministração de liber­tação a respeito dos nomes ou das designações dos demônios. Às vezes, eles saem sem serem identificados. Tal tipo de liberta­ção pode continuar por uma hora ou mais sem que chamemos espíritos específicos. Em outras situações, acontece que demô­nio nenhum sairá até que ele seja chamado por seu próprio nome.
            Em certa ocasião, eu tinha mandado o espírito de rejeição sair. Mais tarde, o demônio de medo de rejeição foi discernido. Eu lhe perguntei: "Por que você ainda está aí? Por que não saiu como rejeição?''
            Respondeu o demônio: "Porque você não me chamou pelo meu próprio nome. Não sou rejeição, mas eu sou medo de rejeição".
            Os demônios costumam responder à descrição daquilo que eles mesmos provocam. Por exemplo: "Você, demônio que está fazendo com que esta pessoa tenha pesadelos à noite". A maio­ria dos demônios aceitará essa abordagem, em vez de um nome específico, e sairá.
            Penso que a insistência em ser chamado pelo nome é uma maneira de prolongar a luta. Conheço casos em que os demô­nios resistiram a identificar-se, dizendo: "Mas este não é meu nome". Nesses casos, eu geralmente digo: "Você tem de sair de qualquer maneira", e eles saem.
            O principal valor em saber o nome ou a classificação dos demônios é o de habilitar a pessoa liberta a saber o que foi reali­zado. Quando qualquer um deles tentar retornar, é importante reconhecê-lo. Dessa maneira, a pessoa está de sobreaviso e pode tratar com aquela parte da carne e fechar a porta ou tampar a brecha contra a volta deles.
            Alguns dos demônios são muito orgulhosos. Parece que eles ficam supersatisfeitos em ouvir falar seus nomes. Um deles fa­lou ostensivamente: "Sou o único que resta", assim se vanglori­ando em ser o último a ser expulso. Ele continuou dizendo: "Sou o orgulho. Todo orgulho vem de mim".




Porcos na sala - 21 - A esquizofrenia



21 - A Esquizofrenia

A esquizofrenia é um problema bastante comum. Algu­mas autoridades em doenças mentais calculam que haja pelo menos 50 milhões de esquizofrênicos somente nos Estados Unidos. Isso quer dizer uma em cada oito pessoas.
            Os esquizofrênicos constituem a metade da população dos hospitais psiquiátricos. Naturalmente há uma variedade de graus de esquizofrenia. Alguns casos são graves, enquanto outros são bem leves. Muitos esquizofrênicos nunca foram tratados adequadamen­te.
            A esquizofrenia é um problema difícil para os profissionais da saúde mental. Sua causa e sua cura têm sido revestidas de dúvidas.  O distúrbio e a desintegração da personalidade conhecidos por esquizofrenia ou "dementia praecox" são encontrados com fre­qüência pelo ministro de libertação. Julgo que um quarto dos que nos procuram para libertação possuem o padrão da esquizofrenia.
            O Senhor bondosamente nos deu uma revelação especial do problema, e isso nos tem ajudado a lidar com esses casos com a maior eficácia. Como a revelação veio à minha es­posa, pedi-lhe para completar este capítulo.

A Revelação sobre Esquizofrenia       (Ida Mae Hammond)

            Estávamos trabalhando na libertação de uma pessoa que mostrava pouca melhora, mesmo depois de ministrarmos várias vezes. Essa pessoa desejava muito ficar liberta. Ela amava a Deus e cria de todo o coração que a libertação era a solução de seus problemas, e clamava a Deus, desesperada. Ela cooperava conosco, mas os resultados, em geral, eram desanimadores.
            Vez após outra sentimos a vitória. Por uns dias sua personalidade mostrava sinais de estabilidade; de repente, tudo ficava em tu­multo. Estávamos de volta ao ponto de partida.
            Uma noite, acordei. E o Senhor estava falando comigo. Ele me disse: "Quero lhe dar uma revelação sobre o problema de Sara. O problema é esquizofrenia. Eu sabia muito pouco sobre o assunto. Havia tido um curso de psicologia geral na universida­de e lembrei-me dos termos: maníaco-depressivo, esquizofrênico, paranóia, psicoses e neuroses. Lembrei-me de que esquizofrenia é, às vezes, designada como "dupla personalidade" .
            O Senhor me deu esta definição: "Esquizofrenia é um distúrbio ou uma desintegração do desenvolvimento da personalidade. Você nun­ca mais a chamará Sara, mas 'Sara Um' e 'Sara Dois', pois ela tem mais de uma personalidade.
            Eu ainda estava na cama quando o Senhor continuou a me dar a revelação. Ele me disse para juntar as mãos, entrelaçando os dedos bem firmemente, pois isso representava a natureza esqui­zofrênica. Cada mão representava uma das duas personalidades dentro do esquizofrênico, nenhuma delas representando a pessoa verdadeira. Minhas mãos estavam firmemente entrelaçadas.
            Dis­se o Senhor: "Suas mãos representam o ninho dos espíritos demo­níacos que formam a esquizofrenia. Quero que você saiba que é demoníaca. É um ninho de espíritos maus que entraram na vida dela quando era pequena. Vou lhe mostrar como se separam."
            Em seguida, o Senhor me disse para separar os dedos deva­gar, MUITO DEVAGAR. Enquanto meus dedos se desentrelaçavam, o Senhor me mostrou que esses espíritos demoníacos devem ser separados, expulsos e abjurados. O processo requer tempo. È um choque para a pessoa descobrir o quanto de sua personalidade não é verdadeiramente sua.
            Ela pode ter medo de descobrir qual é a sua verdadeira personalidade. A pessoa preci­sa de tempo para se ajustar e para deixar a ligação com as perso­nalidades falsas, dos demônios. Ela tem de se aborrecer da per­sonalidade esquizofrênica e deixar de estar de acordo com ela. O Senhor fez-me lembrar de Amós 3:3: "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?".
            Um por um de meus dedos foram desligados, ilustrando o desligamento das personalidades demoníacas. (Mais tarde foi dado a cada dedo uma designação de demônio.) Os últimos dois dedos a serem separados foram os terceiros das mãos. O Senhor mostrou-me que estes representam o âmago do esquizofrênico - rejeição e rebelião. Quando estes estão finalmente separados, a pes­soa pode considerar-se curada — libertada - e poderá saber qual é a sua verdadeira pessoa.
            O demônio de controle é chamado de "Esquizofrenia" ou "Animo Dobre". A Bíblia diz: "homem de ânimo dobre, incons­tante em todos os seus caminhos" (Tiago 1:8). Essa é a definição de esquizofrênico segundo as Escrituras. Ou em outra tradução:
            "[Pois sendo como ele é] um homem de ânimo dobre — hesitante, dúbio, irresoluto — [ele é] instável e inseguro so­bre tudo (que ele pensa, sente, resolve)".
            A frase traduzida "ânimo dobre" vem de uma palavra grega composta cujo sentido literal é "alma dupla".
            Outra parte da revelação veio umas semanas mais tarde. O Senhor mandou-me desenhar minhas mãos numa folha de pa­pel. Aos dedos, Ele deu os nomes de vários demônios e mostrou como cada demônio se aninha no esquizofrênico. O demônio em controle da esquizofrenia convida os outros para entrar para causar a distorção da personalidade. A esquizofrenia SEMPRE começa com "rejeição". Em geral, ela começa logo no princípio da vida e às vezes enquanto a criança ainda está no ventre da mãe. Há muitas razões para a rejeição. Talvez a criança não fos­se desejada ou não fosse do sexo desejado por um dos pais ou pelos dois. As condições no lar também influem. Há muitas "por­tas" que dão entrada à rejeição.


A esquizofrenia pode ser herdada demoniacamente. Note-se que eu disse "demoniacamente". Com isso quero dizer que ela não está no sangue nem nos genes - está nos demônios. Em outras palavras, os demônios procuram propagar-se mesmo. É muito fácil para eles fazerem isso dentro de uma família. Por exemplo: vamos supor que a natureza esquizofrênica está na mãe.
            Os demônios escolherão uma ou duas das crianças em que eles continuarão a habitar. A mãe esquizofrênica sente-se rejeitada. É ela a responsável, em grande parte, pela dispensação de amor na família. A ela compete tomar conta do nenê. A rejeição den­tro dela cria problemas em suas relações com' a criança. Então, a criança fica aberta para a rejeição, pela condição instável da mãe. Repito, esquizofrenia SEMPRE começa com rejeição.
             Entretanto, alguém pode ter um espírito de rejeição sem ser um esquizofrênico. Em outras palavras, tudo está relacionado com a formação da personalidade. Você pode estar com um de­mônio de rejeição e, mesmo assim, conseguir formar sua própria personalidade e ser uma pessoa segura de si. Ao contrário, o esquizofrênico está sempre instável. "Quem sou eu?" A identi­dade da verdadeira personalidade está confusa ou perdida.
            A rejeição (indicada na mão esquerda no desenho) é o demô­nio de controle numa das personalidades estabelecidas no esquizofrênico. A rejeição revela uma personalidade do tipo afas­tado. É um sentimento interior - é uma agonia - é uma fome de amor — é a insegurança — é a inferioridade — é a fantasia — é a irrealidade - tudo no interior - "Eu não faço parte disso." Isso é uma das personalidades formadas pelos demônios.
            A segunda personalidade formada pelos demônios é a "re­belião". (Veja o dedo do meio na mão direita no desenho.)
            Quando uma criança não recebe amor adequado, ela cresce sem a capacidade de sentir e participar dos relacionamentos de amor. A rebelião toma conta. Ela começa a lutar por amor ou a atacar aqueles que lhe negaram amor. A rebelião se manifesta em teimosia, vontade própria e egoísmo. Aqui está outra per­sonalidade. Essa não é de afastamento.
            É agressiva e expressa raiva, rancor, amargura, ódio e represália. O esquizofrênico está literalmente sob o domínio desses dois poderes opostos. Ele pode passar de um tipo de personalidade para outro, num abrir e fechar de olhos.
            O Senhor mostrou-me que era para eu me referir à pessoa como Sara Um e Sara Dois - a Sara Um é a pessoa verdadeira e a Sara Dois é a personalidade esquizofrênica. Assim, de fato há três personalidades — a verdadeira, a rejeição e a rebelião. Num período de 30 minutos é possível que todas as três se manifestem. Naturalmente, isso traz muita confusão à própria pessoa e, mais ainda, aos outros ao redor dela.
            A verdadeira pessoa não é nenhuma das "mãos". A "Pessoa Verdadeira" é mostrada entre os braços, no fundo. Os demônios não permitiram o desenvolvimento da própria pessoa. O esquizofrênico não conhece sua própria pessoa. Ao ser liberta­do, a pessoa real deve ter Jesus.
            A presença de Jesus naquela pessoa tem de ser desenvolvida, desenvolvendo a personalidade e fazendo aquilo que Ele quer que ela seja. Por isso, o tempo tomado na libertação de um esquizofrênico é mais prolongado que em outros — às vezes leva meses ou até um ano ou mais.
            A libertação tem de progredir junto com o desenvolvimento da "pessoa verdadeira". Não pode ser às pressas, pois não há nada para sustentá-la. Se todos os demônios num esquizofrênico fos­sem expulsos de uma vez, a pessoa se sentiria perdida. Identifi­cação com a "pessoa verdadeira" leva tempo. Enquanto a natu­reza esquizofrênica está sendo derrubada, a personalidade ver­dadeira tem de crescer para tomar seu lugar.
             Deixe-me ilustrar o que pode acontecer durante a libertação de um esquizofrênico. Talvez ele esteja,.aprendendo submissão à autoridade. Ele está encarando um teste. Há uma situação em que ele tem de se submeter e isso está  fora de seu costume. O que ele fará? Voltará à rejeição? voltará para seu quarto? cobrirá o rosto? deixará de falar com alguém? ou voltará à rebelião? ex­pressando raiva? tornando-se rebelde? mostrando teimosia? Ou ele deixará a natureza de Jesus aparecer? cooperando? entregan­do-se à autoridade? tornando-se submisso? A decisão é dele. Ele tem de discordar dos demônios e quebrar os padrões dos velhos hábitos. A "pessoa verdadeira" deve tornar-se bastante forte em Cristo para tomar a decisão certa.
            No desenho, você verá uma espiral, em cima, entre as mãos. Isso representa um "furacão". O esquizofrênico, geralmente, cria uma turbulência ao redor de si. Ele entornado pelo furor, e os outros têm de se relacionar com aquilo que está acontecendo. Note que há umas flechas também com espirais ou "furacões". Se, por acaso, a pessoa com quem está tentando relacionar-se também é instável, ela traz seus tumultos aos do esquizofrênico, criando um furacão dentro do furacão. Outras flechas estão lim­pas. Estas representam as pessoas estáveis, que podem relacio­nar-se com o "furacão" de maneira estável. Tais pessoas podem se aproximar e enfrentar o furacão, sem ficarem feridas nem marcadas. Elas não são pegas pelo tumulto. O ministro de liber­tação deve ser capaz de entrar como uma flecha limpa. É nestas horas tumultuosas que se formam as raízes de amargura (veja a mão direita) e se aprofundam mais e mais.
            Vamos ver o que os outros dedos da mão esquerda repre­sentam. O dedo anular representa a luxúria. O Senhor me mos­trou que esse demônio casa a pessoa com o mundo em busca de amor. A luxúria tem suas raízes na rejeição. Se alguém não rece­beu amor satisfatório por meio dos canais normas da vida, a natureza carnal começará a procurar esse tipo de amor – amor sensual — erótico.
            Um demônio companheiro deste grupo é fan­tasia sexual, que pode fazer a pessoa imaginar-se como o maior amante do mundo ou da TV, ou levá-la a fantasiar experiências sexuais como um prelúdio aos atos de perversão real. O espírito de prostituição nas mulheres pode, a princípio, manifestar-se no modo de se vestir. Perversões sexuais representam ações extre­mas para superar a rejeição. As experiências sexuais nunca po­dem satisfazer a necessidade de amor genuíno. Elas são os subs­titutos do diabo para o verdadeiro amor e deixam a pessoa carre­gada de frustrações e culpas.
            O dedo mínimo na mão esquerda é a "auto-acusação". Esse demônio faz a pessoa virar-se contra si mesma e destrói seu sen­so de valor pessoal. Na maioria dos casos, temos encontrado "auto-acusação" ligada a uma "compulsão de confessar". Por exemplo, se a pessoa cair em atos imorais, ela não descansa até ter confes­sado tudo.
            Geralmente, a pessoa confessa a quem deveria de­monstrar-lhe o máximo de amor. Ela é levada a agir dessa ma­neira numa tentativa de "chocar" os outros e forçá-los a dar-lhe atenção e, assim, encontra um substitutivo para o amor.
            Agora notemos a mão direita no diagrama. O dedo médio leva a designação de "rebelião". Como temos visto, a rebelião identifica uma das personalidades falsas montada pelos demô­nios. Esse grupo de demônios pode ser considerado espíritos compensadores para "rejeição' rebelião é o oposto da rejei­ção. Um é expressivo e turbulento; o outro é receoso e inseguro.
            O dedo anular da mão direita representa teimosia (vontade pró­pria). Esse demônio "casa" a pessoa com desejos próprios. Isso abre o caminho à teima, ao egoísmo e à resistência ao ensino. De novo vemos a compensação para a rejeição. Desde que a pessoa foi rejei­tada ou tem medo da rejeição, ela é levada a mimar-se e a esfor­çar-se. Assim, ela está tentando suprir as sensações de rejeição.
            O dedo indicador é chamado acusação. Ele também é um demônio compensador. Ele desvia a atenção da rejeição. Ele procura eliminar uma concentração em si, chamando a atenção para os outros. O indicador esquerdo aponta para si - "Eu sou culpado -, enquanto o indicador direito aponta para os outros -"É você o culpado". É o demônio de acusação que abre a porta para seus companheiros de julgamento.
            O dedo mínimo da mão direita é auto-engano. Seus colegas são ilusão, auto-sedução e orgulho. Esses três espíritos de "ego" in­flamam o orgulho. O orgulho é outra compensação para a rejei­ção. Quem se sente rejeitado quer se sentir importante. O espíri­to de ilusão vem dizendo: "Você é verdadeiramente IMPORTAN­TE!" Você é um gigante espiritual!" ou outro tipo de gigante. O ego abatido agora recebeu um empurrão. Mas é tudo demo­níaco. Só gera mais frustrações e desapontamentos.
            Num caso, o espírito de auto-engano convenceu uma mocinha de 13 anos que ela tinha 19. Ela tomou outro nome para designar sua outra pessoa. Ela fez tudo para pensar, falar e agir como uma moça mais velha. Ela foi empurrada além de suas capacidades normais e de sua maturidade normal, e sua opressão aumentou.
            Por revelação, o Senhor mostrou como os polegares represen­tam a fase "PARANÓIA" da esquizofrenia. Uma parte dela está representada no polegar esquerdo porque tem suas raízes na rejei­ção. Ao lado da rejeição estão os espíritos de ciúme e inveja. Os deficientes em relacionamentos de amor recíproco tomam-se ciu­mentos e invejam quem tem esse amor que satisfaz. Ao lado da rebelião há espíritos de desconfiança, suspeita, medos e perseguição. Há outro demônio neste ultimo grupo chamado "confrontação com ho­nestidade a qualquer preço".
            A suspeita e a desconfiança aumentam na pessoa até que ela é obrigada a enfrentar a outra pessoa. De­pois da confrontação, a pressão no interior diminui, por um pouco de tempo. Mas a pessoa atacada tem de cuidar das feridas feitas por ELA mesma. A pessoa agindo sob a influência dos demônios da paranóia é bastante insensível a quantas feridas ela cria, ainda que ela seja super-sensível às ofensas de outros para com ela.
            A revelação descrita nos dedos e nos polegares tem sido infalível, assim como tem sido julgada por numerosos ministé­rios com os esquizofrênicos. Não há falha nenhuma.
            Os demônios notados na mão esquerda são exemplos de outros espíritos geralmente encontrados ao lado da rejeição. Haverá variações de pessoa para pessoa. A lista é sugestiva e não exaustiva. Em muitos dos casos é claro que os demônios anotados na mão esquerda estão de uma maneira ou outra asso­ciados com o trio de espíritos do tipo de rejeição: rejeição, medo de rejeição e auto-rejeição.
            A anotação de demônios na mão direita inclui controle e pos­sessão. Eles estão diretamente relacionados à rebelião.
            "A rebelião é como o pecado de feitiçaria..." (1 Samuel 15:23a.)
            Este versículo pode ser interpretado de duas maneiras. Pri­meiro, interpreto que para Deus a rebelião é tão abominável como a feitiçaria. Também acho que quer dizer que alguém que é re­belde por natureza tem a natureza de uma bruxa. O objetivo da feitiçaria é controlar. É o controle sobre outra pessoa pelo uso, ciente ou não, do poder dos espíritos maus. A rebelião muitas vezes leva ao controle.
            Agora, vamos continuar na mão direita. Há uma "raiz de amar­gura". Sempre há conflitos em nossa vida. Coisas ACONTECEM e palavras SÃO ditas que requerem uma atitude de perdão. Aqui está o problema com o esquizofrênico. Ele não tem a capacidade de perdoar. Ele está com um espírito irreconciliável. Aquilo que acon­teceu há 30 anos está vivo hoje como se tivesse acontecido neste momento. A raiz de amargura fica em pé e dela saem ressentimento, ódio, raiva, represália, violência e homicídio. Pode haver muitos outros demônios ligados à raiz de amargura.
             Como é que o esquizofrênico se desliga desta confusão? As três áreas principais a serem vencidas são REJEIÇÃO, REBELIÃO e RAIZ DE AMARGURA. Enquanto essas áreas são vencidas, a "casa" (a vida) tem de ser preenchida pelo amor -dado e recebido -, pela submissão a toda autoridade e pelo per­dão a todos, apesar das circunstâncias. Quando essas três áreas estão vencidas, os outros espíritos da mesma ascendência per­dem a força. É necessário determinação. A pessoa que é capaz de dizer com persistência: "ESTOU DIFERENTE! NÃO DEI­XAREI OS DEMÔNIOS CONTROLAREM MINHA VIDA", eventualmente terá a vitória.
            Entre as mãos, na parte de baixo, há uma figura chamada "A Pessoa Verdadeira". Do mesmo modo que a libertação demora para chegar ao fim, "a Pessoa Verdadeira" tem de crescer (desig­nada pelas flechas) e se separar das falsas personalidades esquizofrênicas, discordando de toda a sua influência e de tudo que elas representam.
            A "Pessoa Verdadeira" deve tomar a pró­pria natureza de Jesus. Exercícios espirituais como estudo bíbli­co, oração, jejum, louvor e comunhão com outros crentes é es­sencial a uma libertação. Esses exercícios espirituais também acelerarão o processo de libertação, enquanto a vida da pessoa é cheia com as coisas positivas de Jesus Cristo.
            É trabalho árduo tanto para o esquizofrênico quanto para o ministro de liberta­ção. Tenho grande admiração pelos esquizofrênicos que lutam até ganhar a vitória. Admiro essas vitórias acima de todas as outras libertações. A libertação de esquizofrenia é a mais pro­funda, a mais detalhada e a mais resoluta que já encontramos.