domingo, 20 de junho de 2021

A isca de satanás 12 - Vingança, a armadilha


 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens (Rm 12:17).

 Como vimos claramente no capítulo anterior, agarrar- nos à ofensa da falta de perdão é como não cancelar a dívida de alguém. Quando uma pessoa é magoada por alguém, ela acredita que uma dívida a ser paga. Ela espera um pagamento de algum tipo, monetário ou não.

Nosso sistema judicial existe para vingar o que foi maltratado, a parte que sofre danos. Os  processos resultam do fato de as pessoas tentarem quitar suas dívidas. Quando uma pessoa foi magoada por outra, a  justiça  humana  diz: "Ela será mandada a julgamento e pagará se for considerada culpada". O servo que não perdoou queria que seu conservo pagasse por aquilo que devia, dessa forma buscou sua compensação no tribunal. Este não é o caminho da justiça divina.

 Não vos vingueis a  vós  mesmos,  amados,  nem  dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor (Rm 12:19).

 Não é reto para nós, filhos de Deus,  buscar  nossa própria vingança. Mas é exatamente isso que fazemos


quando nos recusamos a perdoar. Desejamos, buscamos, planejamos e executamos a vingança. Não perdoamos,  até que a dívida seja totalmente saldada, e nós podemos determinar a compensação aceitável. Quando buscamos corrigir o mal feito a nós, colocamo-nos na posição de juiz. Mas sabemos que:

 Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o teu próximo? [...] Não vos queixeis uns  dos  outros,  para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas (Tg 4:12; 5:9).

 Deus é o justo juiz. Ele trará julgamento reto. Mas retribuirá segundo sua justiça. Se alguém causou mal e genuinamente se arrepende, a morte de Jesus no Calvário cancela toda a dívida.

Você poderá dizer: "Mas o mal foi feito a mim, e não a Jesus!” Sim, mas você não percebe o mal que lhe fez. Ele era uma vítima inocente e carregou a culpa enquanto todos os homens pecaram e estavam  condenados  à morte. Cada  um de nós quebrou as leis de Deus, que transcendem as leis dos homens. Todos nós deveríamos ser condenados à morte pela última instância do universo se a justiça prevalecesse.

Você pode não ter feito  nada  para  provocar  o  mal  que lhe foi causado, através das  mãos  de  alguém.  Mas  se contrastar o que foi feito a você com o que lhe foi perdoado, não comparação. Se você acha que foi passado para trás, perdeu a noção da misericórdia que lhe foi estendida..

 Nenhuma área de rancor

De acordo com a aliança do Antigo Testamento, se você me infringisse algum mal eu teria direitos legais de pagar na


mesma moeda. Havia permissão de  cobrar  uma  dívida, pagando o mal com mal  (veja  Lv  24:19;  Êx  21:23-25).  A  lei era tudo.  Jesus  não  havia  ainda  morrido  para  os  libertar. Veja como Ele se dirige aos crentes da nova aliança:

 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu porém vos digo: não resistais  ao  perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica,  deixa-lhe  também  a  capa.  Se  alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.  Dá a quem te pede e não  voltes  as  costas  ao  que deseja que lhe emprestes (Mt 5:38-42 - Destaques acrescidos).

 Jesus elimina qualquer área de rancor. Na realidade, Ele diz que devemos abster-nos de vingar-nos que de bom grado corremos o risco der abusados novamente.

Quando buscamos corrigir o mal que nos foi feito, colocamo-nos na posição de sentir rancor. O servo que não perdoou em Mateus 18 fez isto quando pôs seu conservo na prisão. Em troca, o servo que não perdoou foi entregue aos verdugos, e sua família foi vendida até que pagasse toda a dívida.

Devemos dar espaço ao justo Juiz. Ele recompensa retamente. Ele julga com justiça.

Eu estava pregando sobre ofensa numa igreja em Tampa, Flórida. Após o culto, uma senhora me abordou. Ela disse que havia perdoado seu ex-marido de todo o mal que ele lhe tinha causado. Mas, conforme ela me ouvia falando sobre liberar as ofensas, percebeu que ainda não tinha paz interior e que estava incomodada.

"Você ainda não o perdoou", eu lhe disse gentilmente. "Sim, perdoei”, disse ela. "Chorei lágrimas de perdão", "Você pode ter chorado, mas ainda não o liberou", eu lhe disse. Ela insistiu em que eu estava errado e que havia perdoado. "Eu


não quero nada dele. o liberei". “Conte-me o que ele lhe fez", pedi.

"Meu marido e eu pastoreávamos uma igreja. Ele me deixou e a meus filhos, indo embora com uma mulher importante da igreja." Lágrimas brotaram de seus olhos. "Ele disse que não havia obedecido a Deus quando se  casou comigo porque a perfeita vontade de Deus era que se casasse com aquela mulher com quem estava. Disse que  ela  era muito mais importante para seu ministério porque lhe dava muito mais apoio, que eu era impedimento muito crítica. Colocou toda a culpa do rompimento sobre mim.  Nunca voltou e admitiu que tinha culpa também”.

Esse homem estava obviamente enganado e tinha causado um grande mal à esposa e a sua família. Ela havia sofrido muito com sua atitude e estava esperando que ele saldasse a dívida. A dívida não era pensão para os filhos ou coisa parecida, porque seu novo marido estava sustentando todos. A dívida que queria que pagasse era admitir que ele estava errado e ela certa.

“Você não o perdoará até que ele venha e  diga  que estava errado, que foi tudo culpa dele, não sua, e então peça seu perdão. Este é o pagamento que não foi feito e que a mantém cativa”, lhe expliquei.

Se Jesus tivesse esperado por nós para pedirmos desculpas, dizendo “Nós estávamos errados, o Senhor estava certo. Perdoe-nos” - Ele não nos teria perdoado na cruz. Quando foi colocado nela, gritou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Nos perdoou antes que nos achegássemos a Ele confessando nossas ofensas. Somos exortados com as palavras do Apóstolo Paulo: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós”. E, “antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef 4:32)

Quando eu disse àquela  senhora  “Você  não  o  perdoará até que ele diga 'Eu estava errado e você certa'”, lágrimas


correram-lhe pelo rosto. O que ela queria parecia mínimo em comparação com toda a dor que ele lhe havia trazido e a sua família. Mas ela estava cativa da justiça humana. Ela se colocou como juiz, exigindo seus direitos à divida e esperando pelo pagamento. Essa ofensa impediu seu relacionamento com seu atual marido. Afetou também todos os seus relacionamentos com a autoridade masculina, porque seu ex-marido havia sido seu pastor também.

Geralmente, Jesus compara a condição do nosso coração com o solo. Somos advertidos a nos arraigarmos e edificarmos no amor de Deus. A semente da Palavra de Deus forma raízes em nosso coração e cresce para produzir frutos de justiça. Esse fruto é amor, alegria, paz, longanimidade, mansidão, benignidade, bondade, fidelidade e domínio próprio (veja Gl 5:22,23).

O solo produz o que é plantado. Se plantamos sementes de dívida, falta de perdão e ofensa, uma outra raiz surgirá no lugar do amor de Deus. É chamada raiz de amargura.

Francis Frangipane deu uma excelente definição de amargura: “Amargura é a vingança não executada”. Ela é produzida quando a vingança não é satisfeita no grau que desejamos.

O escritor do livro de  Hebreus  fala  diretamente  sobre esse assunto:

 Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se  da  graça  de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que brotando, vos perturbe, e, por meio dela,   muitos sejam contaminados. (Hb.12:14,15 Destaques acrescidos)

Note a expressão “muitos sejam contaminados”. Será que “muitos” são aqueles a quem Jesus se referiu que seriam escandalizados nos últimos dias? (veja Mt.24:10)

Amargura é uma raiz. Se as raízes forem aguadas, protegidas, adubadas e receberem atenção, crescerão em profundidade e força. Se não forem arrancadas logo, torna-se difícil puxá-las. A força da ofensa continuará  a  crescer. Somos, desse modo, exortados a não deixar o sol se pôr sobre a nossa ira (veja Ef 4:26). Em vez de o fruto de justiça ser produzido, veremos uma colheita de ódio, ressentimento, ciúme, raiva, contenda e discórdia. Jesus os chama de frutos maus (veja Mt.7:19, 20)

A Bíblia diz que uma pessoa que não  busca  a  paz através da liberação das ofensas será eventualmente contaminada. Aquilo que é precioso acaba sendo corrompido pela mesquinhez da falta de perdão.

 Um rei em potencial contaminado

 Vimos anteriormente como Davi permaneceu fiel ao rei Saul, mesmo quando não era fiel a Davi. Davi não buscou vingar-se, mesmo quando teve duas oportunidades. Davi era um homem conforme o coração de Deus. Permitiu que Deus julgasse entre Saul e ele. Quando a justiça de Deus recaiu sobre Saul, Davi não se regozijou. Entristeceu-se por Saul porque não guardava rancor contra ele.

Após a morte de Saul, Davi ascendeu ao trono. Fortaleceu a nação, obteve sucesso militar e financeiro e guardava o trono com segurança. Casou-se com muitas mulheres que lhe deram filhos, incluindo Amnon seu filho mais velho, e Absalão, seu terceiro filho.

O filho de Davi, Amnon, cometeu uma terrível ofensa contra sua meio irmã, Tamar, que era irmã de Absalão. Ele


fingiu estar doente e pediu ao pai que mandasse Tamar lhe servir comida. Quando ela foi, ordenou que seus servos saíssem e a estuprou. Depois, começou a desprezá-la e ordenou que a tirassem fora de sua vista. Ele  desgraçou  a vida de uma princesa real virgem, entregando-a à vergonha (veja 2ºSm 13).

Sem dizer palavra alguma a  seu  meio  irmão,  Absalão levou sua irmã para sua própria casa e providenciou tudo de que ela precisasse. Mas ele odiava Amnon por  corromper Tamar.

Absalão esperava que seu pai punisse seu meio-irmão. O rei Davi se sentiu ultrajado com a maldade de Amnon, mas não tomou providência. Absalão ficou arrasado com a falta de justiça de seu pai.

Tamar se vestia com mantos reais, reservados para  as filhas virgens do rei;  agora,  cobria-se  de  vergonha.  Ela  era uma linda jovem, e muito provavelmente era estimada pelo povo. Agora, vivia em reclusão,  sem  poder  casar-se,  porque não era mais virgem.

Não era justo. Ela serviu a Amnon por ordem do rei e foi estuprada. Sua vida se acabara, enquanto o homem que cometera essa atrocidade vivia como se não  houvesse  feito coisa alguma. Carregava toda essa carga sozinha, com a vida destruída.

Dia após dia, Absalão via sua irmã sofrendo. A existência perfeita de uma princesa se transformara em um pesadelo. Absalão esperou um ano para que seu pai fizesse algo, mas Davi nada fazia.  Absalão se  sentiu ofendido com seu pai e odiava cada vez mais o terrível Amnon.

Após dois anos de ódio contra Amnon, planejou matá-lo. "Vou vingar minha irmã, que a autoridade  decidiu  nada fazer", provavelmente, Absalão pensou.

Absalão preparou um banquete para  todos  os  filhos  do rei.  Quando  Amnon  não  suspeitava  de  nada,   providenciou sua morte e fugiu para Gesur. Sua vingança contra Amnon


se cumprira. Mas a ofensa que tinha contra  seu  pai  ficou mais forte, principalmente quando estava fora do palácio.

Os pensamentos de Absalão se contaminaram com amargura. Ele se tornou um perito em detectar os pontos fracos de Davi. Mesmo assim, esperava que seu pai o chamasse. Davi não o fez. Isso alimentou, ainda mais, o ressentimento de Absalão.

Talvez seus pensamentos tivessem sido: "Meu pai é adorado pelo povo, mas estão cegos em relação sua natureza verdadeira. Ele é apenas um homem egoísta que usa Deus como fachada. Bem, ele é pior que o rei Saul! Saul perdeu seu trono por não matar o rei dos amalequitas  e  poupar umas ovelhas e bois. Meu pai cometeu adultério com  a mulher de um dos seus homens mais leais. Ele é um assassino e adúltero - por isso é que não puniu Amnon! E ele encobre tudo isso com uma falsa adoração a Jeová”.

Absalão ficou em Gesur durante três anos. Davi se conformara com a morte de seu filho Amnon, e Joab o havia convencido de trazer Absalão para casa. Mas Davi ainda se recusava a encontrar Absalão face a face. Dois anos mais se passaram e Davi, finalmente, teve Absalão de volta e lhe deu outra vez todos os privilégios. Mas a ofensa no coração de Absalão continuou ainda muito forte.

Absalão era belo em aparência. Antes de matar Amnon, "porém Absalão não falou com Amnon nem mal nem bem; porque odiava a Amnon" (2 Sm 13:22). Muitas pessoas são capazes de esconder suas ofensas e seu ódio, assim como Absalão o fez.

Por causa dessa atitude crítica, começou a atrair todos os que estavam descontentes. Ele se fez disponível a toda Israel, ouvindo todas as suas reclamações. Lamentava-se e achava que as coisas seriam bem diferentes se fosse rei. Julgava seus casos, uma vez que parecia que o rei não tinha tempo para eles. Talvez Absalão assim o fizesse porque sentia que a justiça não havia sido feita em relação a seu próprio caso,


Ele parecia preocupado com o povo. A Bíblia diz que Absalão conquistou o coração do povo de Israel.  Mas  será que estava genuinamente preocupado com o povo ou estava buscando um modo de destruir Davi, aquele que o ofendera?

 Peritos em erros

Absalão conquistou  Israel  para  si  e  voltou-se  contra Davi. O rei teve de fugir de Jerusalém para salvar sua vida. Parecia que Absalão estabeleceria seu próprio reino. Em vez disso, foi morto quando o perseguia, embora Davi houvesse ordenado que não tocassem em Absalão.

Absalão, na realidade, foi morto por sua própria amargura e ofensa. Um homem com tanto potencial, herdeiro do trono, morreu em seu apogeu porque se recusou a liberar a dívida que achava que seu pai devia. Ele terminou contaminado.

Os assistentes de lideres de igrejas ficam, freqüentemente ofendidos com as pessoas a quem servem. Logo ficam bastante críticos - peritos em achar todos os tipos de erros que seus lideres, ou outras pessoas a quem eles nomeiam, cometem. Ficam ofendidos. Têm a visão distorcida. Enxergam numa perspectiva totalmente diferente de Deus. Acreditam que sua missão na vida é libertar aqueles à sua volta de um líder injusto. Conquistam o coração dos descontentes, desapontados e ignorantes e, antes que percebam, dividem a igreja ou o ministério. Exatamente como Absalão.

Algumas vezes, suas observações estão corretas. Talvez Davi devesse ter feito alguma coisa  em  relação  a  Amnon. Talvez um líder tenha áreas de erros. Quem é o juiz: você ou o Senhor? Lembre-se de que se você semear contenda colherá contenda.


O que aconteceu com Absalão e o que acontece com ministérios é um processo que leva tempo. Freqüentemente, não percebemos que uma ofensa entrou em nosso coração. A raiz de amargura ó raramente notada enquanto se desenvolve. Mas, como é nutrida, vai crescer e se fortalecer. Como o autor de Hebreus nos exorta, devemos atentar para que não "haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados" (Hb 12:15). Devemos examinar nosso coração e nos abrirmos à correção do Senhor, pois apenas  sua Palavra pode discernir os pensamentos e as intenções do coração. O Espírito Santo nos convence quando fala através de nossa consciência. Não devemos ignorar seu convencimento ou sufocá-lo. Se alguém fez isso, arrependa-se diante de Deus e abra o coração para sua correção.

Certa vez, um pastor me perguntou se havia agido como Absalão em uma certa situação. Ele trabalhava como pastor auxiliar em uma cidade e o pastor titular o despediu. Tudo indicava que o pastor titular tinha ciúme e medo desse homem mais jovem, porque a mão de Deus estava sobre ele.

Um ano mais tarde, esse pastor que foi despedido acreditou em que o Senhor queria que começasse uma nova igreja no outro lado da cidade. Ele prosseguiu, e algumas das pessoas de sua igreja anterior foram juntar-se a ele. Estava incomodado porque não queria agir como Absalão, mas aparentemente não estava ofendido com o seu ex-pastor. Ele iniciou a nova igreja com a direção do Senhor e não como reação à falta de cuidado da outra igreja.

Eu lhe mostrei a diferença entre Absalão e Davi. Absalão conquistou o coração do povo de Israel porque se sentia ofendido pelo seu líder. Davi encorajou os outros a permanecerem fiéis a Saul, muito embora Saul o estivesse atacando. Absalão levou os homens com ele;  Davi  foi  embora só.


"Você foi embora de sua igreja só?", perguntei-lhe. "Você fez alguma coisa para incentivar as pessoas a saírem com você, ou a apoiá-lo?"

"Eu saí e não fiz nada para  atrair  as  pessoas  a mim", ele disse. "Muito bem. Você agiu como Davi. Certifique- se se as pessoas que o procuraram não estão ofendidas com seu ex-pastor, e, se estiverem, leve-as à libertação e à cura", conclui.

A igreja desse homem está prosperando. O mais importante é que ele não estava com medo de examinar seu próprio coração. Não só isso, mas submeteu-se ao conselho divino. Era mais importante para ele submeter-se à vontade de Deus do que provar que estava "certo".

Não tenha medo de permitir que o Espírito Santo revele qualquer falta de perdão ou amargura. Quanto mais tempo você esconder esses sentimentos, mais fortes eles se tornarão, e seu coração ficará cada vez mais duro. Tenha um coração maleável. Como?

 Longe de vós, toda a amargura, e cólera, e  ira,  e gritaria, blasfêmia, e bem  assim  toda  malícia.  Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou (Ef 4:31, 32).