Por isso, mesmo antes de terminar a segunda série de TV,
comecei a sair pelas ruas, conversando com rapazes e moças, Tão logo o fiz,
reconheci que havia tocado no ponto vital para o êxito do trabalho com o povo.
Jesus não tinha televisão, nem literatura para ajudá-lo; o seu ministério era
individual. Sempre existia o calor da personalidade. Logo que voltei à minha
prática original de sair às ruas, percebi que esse era o método pelo qual eu
também deveria continuar agindo.
Assim, toda manhã eu fechava a porta do escritório na Alameda
Vitória, tomava a barca, depois o metrô, e logo que chegava ao Brooklyn
começava simplesmente a falar com os rapazes que encontrava. Repetidas vezes,
eles aceitavam a minha mensagem. Assistia novamente a mudança realizar-se ante
os meus próprios olhos, como acontecera na Arena São Nicolau.
Entretanto, quanto mais sucesso alcançava com a minha
experiência nas ruas, mais reconhecia que era preciso agir no sentido de
acompanhar mais de perto a vida desses jovens, depois da sua conversão. Quanto
à maioria, eu me dava por satisfeito ao vê-la colocada numa boa igreja local;
mas quanto àqueles cujos problemas eram mais sérios, ou àqueles que não tinham
lares, seria preciso achar um meio de ajudá-los melhor.
Certa manhã, depois de sair da barca, desci as escadas para
pegar o trem que me levaria ao Brooklyn. O metrô, nessa altura, faz uma grande
curva e, na passagem do trem, o movimento gera um barulho estridente. Esse
lugar sempre terá um significado todo especial para mim, porque foi ali mesmo,
ouvindo o ruído ensurdecedor do metrô, que eu subitamente vi o meu sonho se
materializar.
Na minha mente, já o via realizado. A casa que eu sonhara —
talvez pudéssemos chamá-la de Centro Desafio Jovem — seria localizada no
coração da pior parte da cidade. Seria o quartel general de doze ou mais
obreiros que, como eu, tinham esperança para esses jovens, viam o seu
potencial, e o trágico desperdício de vidas que poderiam ser úteis.
Cada obreiro seria especialista — um trabalharia com os
rapazes das quadrilhas, outro com os viciados em drogas, outros com os pais e
outros com os Pequenos. Haveria obreiras também — algumas se especializariam
com moças membros de quadrilhas, outras com moças que tivessem problemas
sexuais, outras com viciadas.
Ali, no Centro Desafio Jovem, criaríamos um ambiente tão
carregado desse amor renovador que eu já tinha visto operar em alguns jovens
que, qualquer pessoa, ao entrar, perceberia que algo de emocionante estava
acontecendo.
Para lá levaríamos os rapazes e moças que tinham necessidades
especiais. Morariam num ambiente de disciplina e afeição. Participariam do
nosso estudo e da nossa adoração. Observariam como os crentes vivem e trabalham
juntos; e seriam obrigados a trabalhar também. Seria um centro de admissão,
onde se preparariam para a vida do Espírito.
No verão de 1960, depois de trabalhar na cidade por quase um
ano, comecei a falar do meu sonho. Nas viagens que fazia para levantar fundos,
falava dessa grande necessidade. Entre as nossas igrejas de Nova Iorque, falava
do centro como o idealizara. Mas sempre deparei com a mesma questão:
"David, esse sonho tem um grande defeito — requer
dinheiro."
Certo. Nós nunca tínhamos mais de cem dólares em nossa conta.
Foi preciso que Gwen me sacudisse para me livrar do medo de
começar por falta de dinheiro.
Gwen veio para Nova Iorque logo que terminou o ano escolar em
Pittsburg. Achei um pequeno apartamento perto do escritório em Staten Island.
— Não tem nada de luxuoso, disse eu a Gwen, quando telefonei,
mas pelo menos estaremos juntos. Arrume as malas — vou buscá-la.
— Meu bem, disse Gwen, não me importo de morar na rua, só
quero é que estejamos todos juntos.
Assim Gwen veio para a cidade. Amontoamos outra vez os nossos
móveis em quatro cômodos, mas estávamos muito felizes. Gwen acompanhou de
perto todos os movimentos do novo ministério, interessando-se especialmente
pelo meu sonho de uma família trabalhando em um centro próprio.
— David, disse ela certa noite, depois de eu ter reclamado
novamente a falta de dinheiro, você deveria se sentir envergonhado. Você está
trabalhando de trás para frente. Primeiro você está tentando arrumar dinheiro,
para depois comprar a casa. Se você está agindo pela fé, deve arrumar o seu
Centro, David, e depois arranjar o dinheiro.
A princípio pareceu-me apenas falta de lógica feminina, mas
quanto mais eu pensava no assunto, mais ele me lembrava das histórias bíblicas.
Não era verdade que o homem tinha de agir primeiro, muitas vezes no que parecia
um gesto tolo e arriscado, antes que Deus realizasse seus grandes milagres?
Moisés teve de estender o braço sobre as águas, antes que elas se abrissem.
Josué teve de tocar as trombetas, antes que caíssem as muralhas de Jericó.
Talvez fosse preciso que eu assumisse o compromisso da compra de um novo
Centro, antes de se realizar o milagre.
Reuni o meu Comitê Central, o que era, na realidade, apenas um nome importante para um grupo de seis pastores e três leigos, homens de grande visão espiritual, e tão interessados nos jovens, que dedicavam parte do seu tempo à nossa organização.
Falei-lhes da necessidade crescente de um lar, onde os membros
de quadrilhas e os viciados em drogas pudessem ter convivência com obreiros
cristãos. Falei-lhes da idéia de Gwen, que deveríamos primeiro assumir o
compromisso, depois pensar no pagamento. O comitê se mostrou disposto a apoiar
a idéia.
"Podemos considerá-la como uma experiência pública de
fé", sugeriu Arthur Graves, um dos pastores da comissão.
Eis o que aconteceu depois de tomada essa decisão. No dia 15
de dezembro, às 2:00h da manhã, enquanto orava, tive a impressão clara de que
havia uma determinada rua no Brooklyn que deveríamos investigar. Sabíamos que o
nosso lar deveria ser perto do bairro Bedford-Stuyvesant. Por isso, havíamos
procurado na Rua Fulton, mas agora pensei na Avenida Clinton.
Rapidamente peguei o mapa, e localizei a rua. Lá estava
apenas um risco preto num pedaço de papel, mas fiz um círculo em volta como se
já estivesse resolvido que esse seria o futuro endereço do Centro Desafio
Jovem.
No dia seguinte telefonei a alguns dos membros da comissão.
Combinamos um encontro na Avenida Clinton, para ver quais as casas que estavam
à venda. Antes de sair, telefonei para o nosso tesoureiro, Paul DiLena, para
saber quanto dinheiro a organização tinha em caixa.
— Por quê? perguntou Paul.
— Bem, é porque estamos pensando em ver algumas casas na
Avenida Clinton.
— Ótimo, disse Paul, temos exatamente cento e vinte e cinco
dólares e setenta e três centavos em caixa.
— Hummm.
— Não está preocupado?
— Não, se a nossa experiência der certo. Qualquer novidade eu
aviso.
A primeira casa que vimos parecia servir para o que
queríamos. Era um prédio velho que tinha uma placa já desbotada, onde se lia
"Vende-se". Embora o seu aspecto fosse um pouco deprimente, o preço
de 17.000 dólares parecia razoável. Um velho mostrou-nos o local, e chegamos a
combinar o preço com ele, achando que as condições de pagamento também eram
boas.
Voltamos para casa achando que tudo tinha sido feito com
surpreendente rapidez. Porém, quando voltamos ao prédio no dia seguinte, o
velho começou a criar problemas. Continuou assim por vários dias, até que
chegamos à conclusão de que deveríamos procurar um outro lugar.
Resolvemos, então, olhar uma outra casa na Avenida Clinton,
que também estava à venda. Tínhamos agora menos de cem dólares em caixa, e em
vez de estar procurando uma casa de 17.000 dólares, estávamos falando com o
proprietário de um prédio de 34.000 dólares! Havia sido uma casa de saúde e
ainda estava completamente mobiliada, com camas, escritório completo e acomodações
para o corpo de assistentes. Enquanto combinávamos o negócio, o proprietário
baixou o preço. Eu já estava pronto a fechar o negócio, mesmo tendo apenas cem
dólares em caixa, apesar de o prédio ter um ar de instituição e ser um pouco
úmido.
— Antes de resolvermos qualquer coisa, disse Dick Simmons, um
jovem ministro presbiteriano que era membro da nossa comissão, eu tenho as
chaves de uma outra casa aqui em frente. Acho que deveríamos dar uma olhada.
— Quanto custa? perguntei. Dick hesitou.
— É... bem... 65.000 dólares.
— Ótimo, respondi. Cada casa que olhamos é mais cara, e a
nossa reserva em caixa é menor.
Estávamos pensando numa casa de 17.000 dólares, quando
tínhamos 125 dólares em caixa. Pensamos em outra de 34.000, quando tínhamos
cem. Agora, quando examinávamos uma casa de 65.000 dólares já deviam ter sido
pagas umas contas bem grandes.
Essa última casa era uma verdadeira mansão. Devo confessar
que o meu coração bateu mais apressadamente quando a vi. Era uma casa sólida e
bem construída, feita de tijolo vermelho. Parecia tão sólida quanto a centenária
mansão do Presidente Jefferson.
Mas, ao entrarmos, que decepção! Nunca vi tanta confusão. A
casa estivera desocupada por dois anos, mas antes disso, por vários anos, os
alunos de um colégio da vizinhança a haviam usado como pensão e bordel clandestino.
Um velho agora morava na casa, ilegalmente. Era um desses
velhos que achava segurança no acúmulo de "cacarecos", e havia
enchido todos os cômodos com jornais velhos, vidros quebrados, esqueletos de
guarda-chuvas, carrinhos de bebê e trapos. Todos os dias ele saía com um
carrinho velho, tirava o que lhe agradava do lixo dos vizinhos e voltava para
armazená-lo na casa. A maioria dos canos de água estava quebrada, o reboco se
desprendia do teto e das paredes, o corrimão da escada pendia para um lado, e algumas
portas haviam caído.
Mas através de toda a confusão podia-se ver que aquele
edifício já fora, um dia, uma residência realmente fina. Tinha elevador para o
segundo pavimento, e uma enorme área de serviço. O porão não tinha umidade, e
nem as paredes da casa.. Andamos por entre aquela confusão toda, em silêncio,
até que subitamente Harald Bredesen disse numa voz clara e nítida, como se
estivesse pregando:
— É este o lugar. Este é o lugar que Deus escolheu para nós.
Havia qualquer coisa de imperativo na sua voz, que transformava a sua
exclamação numa profecia. Aquele tom de urgência e certeza ficou comigo durante
os dias seguintes, e teve muito a ver, penso eu, com as experiências que
começamos a fazer.
Quando Dick Simmons falou com os proprietários, disse-lhes
francamente que o preço que pediam seria razoável, se a casa estivesse em
perfeitas condições, mas do jeito que estava... Baixaram, então, o preço. Dick
falou mais, e eles baixaram mais um pouco. Quando afinal perderam a paciência
dizendo que já haviam chegado ao limite final, Dick havia conseguido que
baixassem o preço para 42.000 dólares.
— E então? perguntei a Dick. E um excelente negócio; mas nós
ainda temos apenas nossos cem dólares no banco.
Realmente, eu não estava muito animado a comprar a propriedade
da Avenida Clinton, 416. Havia tanta coisa a fazer que seriam necessárias
muitas semanas, para o prédio tornar-se habitável. Eu estava ansioso para
começar o trabalho básico do centro, e não queria gastar tempo reformando um
prédio velho.
Por outro lado, se era esse o prédio que Deus preparara para
nós, quem era eu para fazer objeções? Antes de dar mais outro passo, queria ter
certeza de que essa era a vontade do Senhor.
Naquela noite, portanto, durante meu período de oração, levei
o caso à presença de Deus. "Senhor, tu me ajudaste no passado a conhecer a
tua vontade, dando-me um sinal."
Lembrei-me de como havíamos pedido o auxílio de Deus para
resolver se ficaríamos em Philipsburg ou não, e também se eu deveria vender o
aparelho de televisão.
"Gostaria da tua permissão para pedir-te mais um sinal,
Senhor."
No dia seguinte, fui conversar com a Sra. Maria Brown,
co-pastora, com Stanley Berg, do Tabernáculo das Boas-Novas. Falei das nossas
necessidades, da razão pela qual queríamos um centro, e descrevi o prédio que
tínhamos achado.
— David, disse a Sra. Brown, parece que está tudo certo. Se
vocês forem comprar, até quando precisariam do sinal?
— Dentro de uma semana.
— Você gostaria de vir à igreja domingo à tarde, para fazer
um apelo? Sei que não é uma época muito boa, vésperas de Natal. Além do mais,
será à tarde, mas se quiser, pode vir.
Era uma ótima oportunidade, e eu disse que iria com muito
prazer. Contudo, ainda pedi um milagre a Deus. Queria ter certeza absoluta de
que ele estava em nossos planos. Eu sabia que o máximo ofertado por aquela
igreja para missões nacionais, de uma só vez, fora 2.000 dólares. Nós
precisávamos do dobro, pois o sinal de dez por cento seria 4.200 dólares.
"Mas, Senhor", disse eu na minha oração, aquela
noite, "se é da tua vontade que compremos aquele prédio, dê-nos a
certeza disso, dando-nos esse dinheiro de uma vez, numa só tarde" Isso já
era bastante difícil, mas eu fui além, como Gideão, para fazer as coisas mais
difíceis.
"Além do mais, Senhor, permita que recebamos essa
quantia, sem dizer de quanto precisamos." Fiz uma pausa. "E também,
sem fazer um apelo. Que isso seja feito espontaneamente pelos ouvintes."
Bem, depois de pedir tantos sinais, senti-me como um tolo.
Estava claro que eu não queria comprar aquela propriedade, que exigiria tanto
serviço manual. Mas fizera a oração, e agora era só esperar, para ver o que
aconteceria.
O domingo chegou. Era o domingo do Natal de 1960. Fiz um sermão muito simples, e propositadamente evitei uma apresentação mais sentimental. Falei do nosso problema, das nossas esperanças, e contei a história de alguns rapazes que já haviam sido alcançados. Ao terminar, disse:
"Irmãos, não vou fazer um pedido sentimental. Quero, se
isso tiver de ser realizado, que seja pelo Espírito. Ele sabe de quanto
precisamos. Vou deixá-los agora e vou até o porão. Se alguém quiser contribuir,
estarei pronto a receber."
Assim dizendo, saí pela porta dos fundos e desci. Sentei e
esperei. Nunca me esquecerei do horror daqueles minutos que passavam. Comecei a
suar frio, o que me surpreendeu; até aquele momento eu mesmo não sabia que
queria aquele prédio da Avenida Clinton, 416. Passou-se um minuto, e não se
ouvia o ruído de passos na escada. Dois minutos se passaram. Cinco. Dez minutos
se foram e eu já havia desistido — estava contente porque tudo terminara. Pelo
menos já sabia que minha experiência não havia dado certo.
A essa altura, a porta se abriu devagarzinho, e uma senhora
bastante idosa entrou. Atravessou a sala com lágrimas nos olhos, "Reverendo
Wilkerson", disse ela, "há quinze anos eu oro para que seja feito um
trabalho como esse. Aqui estão dez dólares. É tudo o que posso dar — a oferta
da viúva pobre — mas sei que se multiplicará e será grandemente usado."
Antes, porém, que ela saísse da sala, a porta novamente se
abriu, um moço encostou nela uma cadeira para que ficasse aberta; e depois
disso entraram muitos, numa fila constante. A pessoa seguinte foi uma mulher de
uns cinqüenta anos, que disse:
"Reverendo Wilkerson, recebi um pouco de dinheiro da
aposentadoria, e quero dá-lo aos seus rapazes. "
Fiquei completamente pasmado. Nunca vira algo como o que
estava acontecendo. O próximo a entrar foi um senhor — deu-nos duzentos
dólares. O seguinte deu trezentos dólares,
Um menino entrou e disse que tinha apenas quatorze centavos,
mas continuou:
"Deus está nisso, e vou dar-lhes tudo o que tenho."
Cada pessoa parecia ter uma quantia exata que sentia que
deveria dar. Uma professora, Pat Rungi, entrou e disse:
"David, não ganho muito dinheiro, mas como você, trabalho
com jovens, e sei o que vocês enfrentam. Se puder aceitar um cheque com data
posterior gostaria de dar vinte e cinco dólares."
Levou quinze minutos para a fila passar e deixar o seu
dinheiro sobre a mesa. Todos trouxeram muito mais que dinheiro, trouxeram ânimo
e, acima de tudo, alegria em dar, de modo que o meu coração também se encheu de
alegria. Quando a última pessoa saiu, peguei a pilha de dinheiro e cheques e
levei até o escritório da Sra. Brown, e contamos. A quantia? 4.400 dólares!!
Contei então à Sra. Brown sobre os sinais que eu havia pedido
ao Senhor, e ela ficou tão animada quanto eu. Referia-se ao acontecimento como
milagre, dizendo que a igreja nunca vira coisa igual. Ficou ainda mais
convencida de que Deus estava no projeto.
Só uma coisa não contei à Sra. Brown — a minha perplexidade
ante a quantia extra que recebemos. Havíamos pedido 4.200 dólares, e recebemos
4.400 dólares.
Imaginei que seria infantilidade da minha parte querer que o
milagre fosse perfeito; mas por que havíamos recebido duzentos dólares a
mais? Seria abundância divina, um transbordar de bênçãos celestiais? Seria um
erro de cálculo, ou teria alguém dado um cheque que não poderia pagar?
Nada disso! Ao final das contas, ficou bem claro por que
havíamos recebido duzentos dólares a mais do que pedimos.
Alguns dias mais tarde, no meu escritório, estava conversando
com nosso advogado Júlio Fried, sobre as providências finais da compra e do
depósito do sinal.
— Você tem o cheque de 4.200 dólares, David?
Entreguei-o com uma oração de ação de graças. Júlio se mexia
na cadeira como se tivesse algo desagradável a dizer.
— Você sabe, naturalmente, que não estou cobrando nada pelo
meu serviço ao Centro.
Era uma coisa estranha para se dizer; Júlio fazia parte da
nossa comissão e eu, naturalmente, pensei que o seu tempo era uma oferta para o
Centro.
— Mas os outros advogados têm de ser pagos, e depois a
despesa com...
— O que você está querendo dizer, Júlio?
— Vamos precisar de um pouco de dinheiro extra, e teremos de
depositá-lo junto com o cheque do sinal.
— Quanto, Júlio?
— Duzentos dólares.
O resto do dinheiro para a primeira prestação de 12.000 dólares veio também de maneira singular. No domingo seguinte, em Bethpage, Long Island, uma congregação interessada ofertou mais 3.000 dólares. Na semana seguinte, Arthur Graves telefonou para dizer que sua igreja havia resolvido mandar um cheque em branco.
"Você pode preencher com a quantia que faltar, para
fechar o negócio."
Foi assim que Deus forneceu exatamente o necessário para
começar a obra do Centro Desafio Jovem. Até o último centavo, Deus forneceu. No
dia em que recebemos as chaves daquela linda mansão na Avenida Clinton, eu
disse à minha esposa:
— Gwen, você estava certa. Foi preciso que uma mulher nos
mostrasse o caminho. Percebeu que, menos de um mês depois daquela noite que
você me desafiou a agir com fé, nós levantamos 12.200 dólares?
Gwen estava tão contente quanto eu!
— Quando vence a próxima prestação? perguntou ela.
— Só em agosto próximo.
Parecia tão longe! Eu nem imaginava o ano tremendo que estava
pela frente! Um ano que nos deixaria tão ocupados, tão tontos com as surpresas
que nos reservava, que o mês de agosto, com o vencimento da prestação de 15.000
dólares, chegaria depressa demais.
