Estava virando a página, mas enquanto o fazia, os olhos de um
dos meninos do desenho chamaram a minha atenção. Era um dentre os sete acusados
de homicídio. O artista conseguira captar uma expressão de espanto, ódio e
desespero, que me fez voltar a página outra vez, para olhar com mais cuidado. E
enquanto olhava, comecei a chorar.
"O que há comigo?" disse em voz alta,
impacientemente, enxugando os olhos. Olhei para o desenho novamente. Os rapazes
eram todos adolescentes, membros de uma quadrilha chamada Dragões. Abaixo do
desenho estava a história de como entraram no Parque Highbridge em Nova Iorque,
atacando brutalmente e matando um rapaz de quinze anos, vítima de poliomielite,
chamado Michael Farmer.
Os sete rapazes esfaquearam sete vezes as costas do menino,
depois bateram-lhe com cinturões. Saíram limpando o sangue no cabelo, dizendo:
"Acabamos com ele!"
A história me revoltou; senti-me enojado. Em nossa cidadezinha,
tais coisas pareciam simplesmente inacreditáveis.
Foi por isso que me senti aturdido por um pensamento que, de
repente, se apoderou de mim — uma idéia já formada, como se me tivesse sido
sugerida por alguém.
Vá a Nova Iorque e ajude esses meninos.
A minha resposta foi uma boa gargalhada.
"Eu? Ir a Nova Iorque? Um pregador de interior meter-se
numa situação da qual nada entende?"
Vá a Nova Iorque e ajude esses meninos.
O pensamento ainda estava lá, perfeitamente nítido, e independente
por completo dos meus próprios pensamentos e idéias.
"Seria uma grande tolice. Não entendo nada de crianças
assim, e nem quero entender."
Por mais que tentasse, não conseguia me livrar da idéia:
precisava partir para Nova Iorque, e partir imediatamente, antes que o
julgamento terminasse.
Para compreender bem como era absurda essa idéia para mim, é necessário saber que, até o momento em que virei aquela página, minha vida fora pacata. Pacata, mas satisfatória. A igrejinha a que eu servia, em Philipsburg, no estado de Pensilvânia, crescera lenta, mas seguramente. Tínhamos um novo templo, uma nova casa pastoral, e um orçamento missionário que aumentava constantemente. Esse crescimento era para mim motivo de grande satisfação, porque quatro anos antes, quando Gwen e eu chegáramos a Philipsburg como candidatos ao púlpito, a igreja não tinha prédio próprio. A congregação de cinquenta membros se reunia numa casa particular, usando o andar superior como casa pastoral e o térreo como templo.
Quando estavam nos mostrando a casa, lembro-me bem de que o
salto do sapato de Gwen furou completamente o assoalho podre da "casa
pastoral".
— É preciso fazer uma arrumaçãozinha em certas coisas, disse
uma das senhoras da igreja.
Era uma mulher gorda, de vestido estampado. Lembro-me de ter
observado que suas mãos tinham rachaduras, onde havia vestígios de terra, sinal
de que ela trabalhava em uma fazenda.
— Podem dar uma olhada sossegados.
Assim Gwen continuou sua visita de inspeção sozinha, no
segundo andar. Eu sabia muito bem, pela maneira que ela fechava as portas, que
não estava de todo satisfeita. Mas o pior foi quando abriu uma gaveta na
cozinha. Ouvi o seu grito e subi correndo. Uma porção de baratas nojentas
corria desordenadamente. Gwen fechou a gaveta depressa:
— Não posso, David, não posso! disse ela quase chorando. Sem
esperar resposta saiu correndo escada abaixo, fazendo um barulhão com os
sapatos de salto alto. Apresentei rápidas desculpas à comissão que nos
aguardava e fui atrás de Gwen até o hotel — o único existente em Philipsburg —
onde a encontrei com o nosso bebê, à minha espera.
— Desculpe-me, querido, disse Gwen. São todos tão simpáticos,
mas eu morro de medo de baratas.
Ela já havia arrumado as malas, deixando óbvio que, quanto a
ela, Philipsburg teria de procurar outro candidato.
Mas as coisas não aconteceram bem assim. Não poderíamos
partir antes do culto noturno, porque eu deveria pregar. Não me lembro de ter
falado bem, mas alguma coisa pareceu cativar as cinquenta pessoas naquela
pequena igreja. Alguns daqueles fazendeiros, de mãos calejadas pelo trabalho,
tirando os lenços, enxugavam os olhos. Eu terminava o sermão e, mentalmente,
já entrava no carro, e atravessava as montanhas, partindo de Philipsburg,
quando de repente um senhor idoso levantou-se, no meio da igreja e disse:
— Reverendo Wilkerson, o senhor quer ser o nosso pastor?
Foi sem dúvida uma forma bastante estranha de apresentar o
assunto, e pegou-nos de surpresa, especialmente a mim e à minha mulher. Os
membros daquela pequena Assembléia de Deus estavam tentando escolher um pastor
entre vários candidatos. Havia várias semanas estavam como que num beco sem
saída, e agora o velho Sr. Meyer, tomando o caso em suas mãos, convidava-me
dessa maneira. Mas em vez de encontrar reprovação por parte dos outros
membros, ouviram-se imediatamente algumas vozes que se erguiam em aprovação ao
convite.
— O senhor vá lá fora e converse com sua mulher, disse o Sr.
Meyer. Daqui a pouco sairemos também.
Estava escuro no carro, e Gwen se encontrava quieta. Debbie
dormia no bercinho improvisado no banco de trás. A mala estava arrumada e
encostada perto do berço; tudo pronto para a nossa partida. No silêncio de Gwen
havia um protesto contra baratas.
— Precisamos de auxílio, Gwen, disse eu depressa. Acho que
devemos orar.
— Pergunte-lhe sobre as baratas, disse Gwen desanimada.
— Certo! Farei isso.
Curvando a cabeça no escuro, do lado de fora daquela igrejinha,
fiz uma experiência com uma oração especial, pela qual eu procurava conhecer a
vontade de Deus através de um sinal. Esse tipo de oração chama-se "Colocar
lã perante o Senhor", por causa da história de Gideão. Quando este estava
procurando conhecer a vontade de Deus para a sua vida, pediu que o sinal fosse
dado pela lã. Colocou-a no chão e pediu a Deus que molhasse a terra de orvalho
mas que deixasse seca a lã. De manhã, Gideão constatou que a terra estava toda
molhada, mas a lã permanecia seca. Deus lhe dera um sinal.
— Senhor, disse eu em voz alta, quero colocar um pouco de lã
na tua presença, agora. Estamos dispostos a fazer a tua vontade, se
conseguirmos descobrir qual é ela. Senhor, se é o teu desejo que fiquemos aqui
em Philipsburg, pedimos que tenhamos certeza através de um voto unânime da
comissão. Permita também que resolvam, eles mesmos, consertar a casa e instalar
um fogão e uma geladeira decentes...
— E Senhor, disse Gwen interrompendo, porque naquele momento
a porta se abriu, e vimos a comissão dirigindo-se para nós, permita que eles se
prontifiquem a acabar com aquelas baratas.
A congregação em peso acompanhou a comissão, pondo-se ao
redor do carro. O Sr. Meyer pigarreou. Enquanto falava, Gwen tomou a minha mão
no escuro, e apertou-a.
— Reverendo e Sra. Wilkerson, disse ele. Fez uma pausa antes
de continuar. Irmão David. Irmã Gwen. Votamos todos e concordamos que o senhor
seja o nosso pastor. Cem por cento. Se resolverem ficar, consertaremos a casa
pastoral, colocaremos um fogão novo e outras coisas que precisarem, e a irmã
Williams diz que será preciso dedetizar a casa também.
— Para acabar com as baratas, acrescentou a esposa do irmão
Williams, dirigindo-se a Gwen.
Pela claridade, que, vindo da porta da igreja, atravessava o
gramado, eu podia ver que Gwen estava chorando. Mais tarde, de volta ao hotel,
depois de acabados todos aqueles cumprimentos, Gwen disse que estava feliz.
E fomos felizes mesmo, em Philipsburg. A vida de um pregador de interior me satisfazia perfeitamente. A maioria dos membros trabalhava nas fazendas ou nas minas de carvão. Eram honestos, tementes a Deus e generosos. Traziam seu dízimo em latarias, ovos, manteiga, leite e carne. Eram pessoas felizes, operosas, pessoas a quem era possível admirar e com as quais se poderia aprender muito.
Depois de pouco mais de um ano, compramos um velho terreno
que servira de campo de esportes, nos limites da cidade. Lembro-me bem do dia
em que, de pé naquele terreno, pedi ao Senhor que nos ajudasse a construir uma
igreja ali, e foi o que aconteceu.
Construímos uma casa ao lado, e enquanto Gwen foi a dona da
casa, nenhum inseto teve chance de sobrevivência. Era uma casinha bonita, um bangalô
cor-de-rosa de cinco cômodos, que de um lado tinha uma linda vista das
montanhas e do outro lado, a cruz branca da igreja.
Trabalhamos bastante em Philipsburg, e até certo ponto fomos
bem-sucedidos. Antes de começar o ano de 1958, havia 250 pessoas na igreja,
incluindo Bonnie, nossa nova filhinha. Mas eu estava inquieto. Começava a
sentir uma insatisfação espiritual e não me contentava com o crescimento da
igreja, ou com o seu novo prédio, situado nos 202m2 de terreno, no
topo da colina. Da mesma forma não me satisfazia com o crescente orçamento
missionário, nem com os bancos cada dia mais cheios.
Lembro-me bem da noite em que reconheci esse
descontentamento, como alguém se lembra de um fato importante na vida. Foi no
dia 9 de fevereiro de 1958. Naquela noite resolvi vender meu aparelho de
televisão. Era tarde, Gwen e as crianças estavam dormindo, e eu assistia ao
último programa. Fazia parte da história um número coreográfico, no qual um
grupo de coristas dançava com vestimenta escassa. Lembro-me de como de repente
achei aquilo tudo tão torpe.
"Você está ficando velho, David", disse para mim
mesmo.
Mas, por mais que tentasse, não consegui me concentrar na
história e na menina — qual era mesmo? — cujo destino no palco era o suposto
motivo de palpitante interesse para todos os espectadores.
Levantei-me, apertei o botão, e vi as garotas desaparecerem
num ponto luminoso no meio da tela. Saí da sala, fui até o escritório e
sentei-me.
"Quanto tempo eu fico em frente daquele aparelho todas
as noites?" pensei. "Duas horas pelo menos. O que aconteceria,
Senhor, se eu vendesse a televisão e gastasse esse mesmo tempo...
orando?"
Eu era o único da família que assistia à televisão, de modo
que a sua venda não afetaria ninguém.
O que poderia acontecer, se eu passasse duas horas todas as
noites em oração? Era uma idéia emocionante. Substituir a televisão por
oração, e ver o que aconteceria.
Imediatamente pensei em algumas objeções. A noite eu estava
cansado, e precisava de uma distração assim. A televisão era parte de nossa
cultura; não é bom que um ministro desconheça o que o povo está vendo e
comentando.
Levantei-me, apaguei a luz e fiquei na janela, olhando para
as montanhas banhadas pela luz do luar. Então coloquei outra lã perante o
Senhor, que iria mudar toda a minha vida. Acho que fiz um pedido bem difícil,
porque na realidade não queria dispor do aparelho.
"Jesus", disse eu, "preciso de auxílio para
resolver esse problema, e é isso que te peço. Vou colocar um anúncio no
jornal. Se for da tua vontade que eu venda a televisão, faça com que o
comprador apareça imediatamente. Faça com que apareça dentro de uma hora...
não, meia hora depois que o jornal sair nas bancas."
Quando contei a minha decisão a Gwen, no dia seguinte, ela
não se impressionou muito.
"Meia hora!" disse ela. "Parece-me, David
Wilkerson, que você não está com muita vontade de orar, não!"
Coloquei o anúncio no jornal. Foi engraçada a cena que se
passou na nossa sala, depois que o jornal saiu. Eu estava sentado no sofá com
a televisão de um lado, as crianças e Gwen do outro, e eu com os olhos grudados
num grande despertador que ficava ao lado do telefone.
Passaram-se vinte e nove minutos.
— Bem, Gwen, disse, parece que você estava com a razão. Acho
que não vai ser preciso...
O telefone tocou. Apanhei-o devagar, olhando para Gwen.
— Você tem um aparelho de televisão para vender? perguntou
uma voz masculina.
— Certo. Um RCA em boas condições. Tela de dezenove polegadas,
e tem dois anos.
— Qual é o preço?
— Cem dólares, disse rapidamente.
Não havia pensado no preço até aquele momento.
— Eu fico com ele, disse o homem, sem mais nem menos.
— Não quer vê-lo primeiro?
— Não é preciso. Tenha-o pronto em quinze minutos. Levarei o
dinheiro.
Nunca mais a minha vida foi o que era antes. Todas as noites, à meia-noite, em vez de apertar alguns botões, entrava no meu escritório, fechava a porta e começava a orar. A princípio o tempo não passava e eu ficava irrequieto.
Depois aprendi a fazer uma leitura bíblica sistemática, como
parte da minha vida de oração: nunca lera a Bíblia do começo ao fim, incluindo
as genealogias. Aprendi como é importante fazer a diferença entre oração de
petição e oração de louvor. É uma experiência realmente maravilhosa, passar uma
hora inteira somente agradecendo. Dá à vida uma perspectiva completamente
nova.
Foi durante uma dessas noites de oração que eu apanhei a revista
Life. Estivera estranhamente agitado toda aquela noite. Estava sozinho;
Gwen e as crianças se encontravam em Pittsburgh, visitando os avós. Orara por
muito tempo, e sentia a presença de Deus bem perto, mas, ao mesmo tempo, por
motivos que eu não compreendia, sentia também uma grande tristeza.
Sobreveio-me de repente, e eu não conseguia imaginar o que
significaria. Levantei-me e acendi a luz. Sentia-me nervoso, como se houvesse
recebido ordens, sem poder perceber quais fossem.
"O que estás a me dizer, Senhor?"
Andei pelo escritório, procurando compreender o que estava
acontecendo comigo. Na minha mesa estava uma revista Life. Estendi a mão
para apanhá-la, mas logo repreendi a mim mesmo. Não iria cair na armadilha de
ler uma revista, quando deveria estar em oração.
Novamente comecei a andar pelo escritório e toda vez que me
aproximava da mesa minha atenção voltava-se para a revista.
"Haverá alguma coisa nessa revista que desejas que eu
veja, Senhor?" disse em voz alta, e minha voz ressoou pela casa vazia.
Sentei-me na cadeira de couro marrom e, com o coração
acelerado, como se estivesse no limiar de uma revelação maior do que poderia
compreender, abri a revista. Segundos depois estava olhando para um desenho, a
bico-de-pena, de sete meninos, e as lágrimas me escorriam pela face.
O dia seguinte, quarta-feira, era dia de reunião de oração na
igreja. Resolvi contar à congregação acerca de minha experiência de oração,
todas as noites, de meia-noite às duas horas, e da estranha sugestão que me
sobreviera por esse intermédio.
Era uma noite fria de inverno, com neve a cair. Vieram poucas
pessoas. Certamente, os fazendeiros temiam ser apanhados, na cidade, por uma
nevasca. Mesmo as vinte e poucas pessoas, da cidade, que chegaram, entravam
isoladamente e procuravam os bancos que ficavam mais atrás; mau sinal para o
pregador, pois significa que ele tem uma congregação "fria".
Nem procurei pregar um sermão naquela noite. Quando me
levantei, pedi a todos que se aproximassem. Então disse-lhes:
"Tenho algo que quero lhes mostrar."
Abri a revista Life e levantei-a para que vissem.
"Olhem bem para o rosto desses meninos", continuei.
Depois contei-lhes como chorara, recebendo ordem específica
de ir até Nova Iorque e tentar ajudar aqueles meninos. Olhavam para mim
indiferentemente. Não conseguia despertá-los, e compreendia a reação deles.
Qualquer um sentiria aversão por aqueles meninos, e não simpatia. Eu mesmo não
podia compreender a minha reação.
Então aconteceu algo surpreendente. Disse à congregação que
queria ir a Nova Iorque, mas que não tinha dinheiro. A despeito do fato de
haver tão poucos presentes, e apesar de não compreenderem o que eu estava
querendo fazer, os membros da minha igreja vieram todos silenciosamente à
frente, um a um, colocando a sua oferta sobre a mesa da comunhão. A oferta foi
de setenta e cinco dólares, quase o suficiente para ir a Nova Iorque de
automóvel e voltar.
Na quinta-feira eu estava pronto. Telefonara para Gwen,
explicando — sem ser bem-sucedido — o que estava querendo fazer.
— Você sente realmente que o Espírito Santo o está dirigindo?
perguntou Gwen.
— Sim, meu bem.
— Então não se esqueça de levar algumas meias de lã.
Quinta-feira cedinho entrei no meu velho carro com Miles Hoover, o presidente da mocidade da igreja, e parti. Ninguém veio se despedir, outro sinal da completa falta de entusiasmo que acompanhava essa viagem.
E essa falta não era apenas da parte dos outros. Sentia-a eu
mesmo. Repetidamente perguntava a mim mesmo por que, afinal, estava partindo
para Nova Iorque, levando uma página arrancada da revista Life. Repetidas
vezes me perguntei por que o rosto daqueles meninos me emocionava, todas as
vezes que olhava para aquele desenho.
— Estou com medo, Miles, confessei finalmente, enquanto
rodávamos pela estrada da Pensilvânia.
— Com medo?
— Sim, de que eu esteja cometendo alguma tolice. Como
gostaria de ter realmente a certeza de que essa é, sem dúvida, a vontade de Deus,
e não uma resolução maluca da minha própria mente!
Continuamos em silêncio por um pouco.
— Miles?
— Hein?
Mantinha os olhos na estrada, com vergonha de olhar para ele.
— Quero que você faça uma coisa. Pegue a Bíblia, abra-a ao
acaso e leia a primeira passagem sobre a qual o seu dedo pousar.
Miles olhou para mim, como se me acusasse de praticar algum
tipo de ritual supersticioso, mas fez o que pedi. Virando-se, pegou a Bíblia
que estava no banco traseiro. Com o canto do olho vi quando ele fechou os olhos,
jogou a cabeça para trás, abriu o livro e, decididamente, colocou o dedo na
página aberta.
Depois ele leu silenciosamente, e eu vi quando se virou,
olhando para mim sem dizer uma única palavra.
— Então? perguntei.
A passagem se achava nos versículos cinco e seis do Salmo
126: "Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e
chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes".
Sentimo-nos mais animados, enquanto nos dirigíamos a Nova
Iorque. E foi bom, porque foi o último estímulo que receberíamos por muito,
muito tempo.
