Repetidas vezes vejo como Deus consegue que o mundo nos
trate como filhos do Rei se seguirmos suas instruções para vivermos no Reino,
dando graças em tudo, louvando-o por aquilo que nos agrada, e por aquilo que
não nos agrada, porque ele diz: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de
Deus em Cristo Jesus para convosco. Qualquer coisa que o capeta tente para prejudicar,
Deus pode usá-la para o bem, se estivermos agindo como filhos do Rei.
Certo dia eu tinha de pregar na TV em Greenville, na Carolina
do Sul, para um programa dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno às 7:30 da
noite. Fui a Washington, D. C., para tomar o avião às duas horas, esperando
fazer baldeação em Charlotte. Bem, meu avião não partiu às duas. Não podia
fazê-lo. Não havia chegado a Washington ainda; estava perdido na neve em alguma
parte.
A tendência natural era deixar-me dominar pelo pânico, ficar
nervoso; contudo, eu disse: “Senhor, estou te louvando. Não tive oportunidade
de sentar-me em silêncio e estudar a Palavra ininterruptamente em não sei quanto
tempo.” Sendo assim, assentei-me no aeroporto de Washington e estudei; a neve
tornou-se mais densa.
Telefonei ao secretário do grupo em Greenville e lhe disse:
— Vou chegar atrasado; não sei quanto tempo.
— Bem — disse ele, — louvado seja o Senhor.
— É melhor que isto seja ouvido nesta noite; ouvi todo tipo
de reclamação e queixas no aeroporto — disse-lhe.
Havia sido algo inaudito. Cerca de duzentos queixosos e um
somente a louvar. Foi-me agradável ter outro que louvasse comigo na outra
extremidade da linha telefônica.
Deu-me coragem para continuar louvando. Pusemo-nos de
acordo, por telefone, de estarmos fazendo a perfeita vontade de Deus. Pois bem,
não podíamos compreender como era possível cumprir-se se eu não podia chegar
até lá. Porém este problema era de Deus, não nosso.
Disse eu: “Senhor, para mim é o mesmo, se vou aGreenville ou
se volto de carro para Baltimore.” Deixei o assunto com ele. Desliguei-me por
completo da questão.
Aquilo que desligamos na terra é desligado no céu.
A próxima coisa que soube é que o avião havia chegado.
Voamos até Charlotte, mas quando desci do avião fiquei surpreso. A neve era tão
densa que nem um pato teria voado de Charlote aquela noite. Ao chegar ao prédio
do aeroporto ainda continuava a histeria. A funcionária da empresa aérea
perguntou-me:
— O senhor está com passagem para continuar até Greenville?
Quando lhe disse que sim, ela me explicou que haviam contratado
um táxi aéreo, um avião particular, para levar-me até lá.
Bem, louvado seja o Senhor pela disposição especial que se
faz a favor dos filhos do Rei. Nunca antes me havia acontecido tal coisa, mas
quando olhei para fora, não podia ver a pista de aterragem, muito menos o táxi aéreo.
Contudo, continuei louvando o Senhor. Quando andamos na luz, não precisamos
vê-lo. Se estiver nublado, simplesmente cremos.
O piloto não parecia preocupado se o céu estava limpo ou
nublado. Somente era mais outro vôo para ele. Ouvi que a torre de controle lhe
perguntava quanto demoraria.
Ele disse:
— Quarenta minutos desde a decolagem.
E por quarenta minutos não vimos outra coisa que não fosse
neblina que ia ficando para trás.
Debaixo de nós, em alguma parte, havia linha de alta tensão
e montanhas, mas voamos às cegas até quando estávamos a sete metros do solo. O
secretário do grupo estava no aeroporto para esperar-me, e eram 7:05.
— Se pudermos encontrar a montanha, iremos à estação de TV.
Está coberta de neve também — disse ele. Mas ele havia dado uma volta de ensaio
no dia anterior, e pensava que, pelo menos, poderia encontrar a montanha.
Bem, localizamo-la e seguimos a linha branca que marca o
centro da pista até o cimo da montanha e entramos no estúdio às 7:25, com um
minuto de antecedência. Mas o grupo havia estado ali transpirando porque
faltava tão pouco tempo e eu não chegava. Por isso havia feito uma mudança de
horário, deixando que o Dr. Bob Jones, presidente da universidade Bob Jones começasse
às 7:30 e me transferindo para as 8:00.
Que coisa! Não teria podido conseguir este horário nem por
um milhão de dólares, mas Deus me pôs neste horário. Contei a todos os
telespectadores acerca dos dons do Espírito Santo, que as línguas são para hoje
bem como as curas e todos os demais dons do Espírito. Ora, estava Deus
encarregado de todos os arranjos? Existe algo difícil demais para Deus?
Algumas vezes me perguntam: — Quer dizer que ainda é batista
do sul?
— E claro — digo-lhes. — Mas não sou um batista comum. Fui
modificado. Aleluia!
Confesso com toda a franqueza que muitas vezes, durante
esses primeiros anos quando a rejeição e a crítica eram minha dieta forçada,
desejava separar-me desses “hereges” e unir-me aos pentecostais onde me
estimavam.
Mas o Senhor parecia dizer: Por que supõe você que eu o
pesquei, Hill? para fugir e privar aos outros de minhas bênçãos?
Muitas vezes meu “Muito bem, Senhor” foi fraco e enfermiço,
porque simplesmente não prezava o não ser prezado.
Vez após vez, quando me sentia rebelde, o Senhor lia meus
pensamentos e de novo me ordenava: Fique onde está e interceda.
Certa noite, enquanto criticava a igreja em vez de cumprir
meu papel de intercessor, o Senhor me falou quase em voz audível, e disse: Se
você não gosta de sua igreja, do pastor ou dos irmãos, a falta é sua. Pare de
ser parte do problema e comece a ser instrumento para obter a resposta. Ore por
eles em vez de amaldiçoá-los, parecia-me Deus dizer.
“Mas, Senhor, como vou orar por uma confusão como
essa?” perguntei.
Simplesmente deixe-me orar por seu intermédio, foi a resposta.
Então acontece Senhor Jesus. Tu oficiaste na cerimônia
batismal dos metodistas, dos episcopais, dos luteranos e em verdade, em toda
classe e tamanho de denominação. Por que não podes fazê-lo com um pregador
batista na cidade de Baltimore? Simplesmente concede-lhe todos os dons de teu
Espírito Santo como evidência de seu ministério, Senhor. Não é possível que
sejam tão difíceis que não os possas manejar.”
Nosso pequeno grupo de “carismaníacos” pronunciou esta
oração sete noites da semana por quatro anos, e então aconteceu o milagre. O
pastor Frank Downing, da igreja batista de Belvedere, começou a agir de uma
forma muito peculiar, dirigindo um culto de cura todas as quintas-feiras pela
manhã, na própria igreja, e as pessoas eram curadas em grande número.
Obtivemos exatamente o que pedimos, um pastor com os nove
dons do Espírito Santo como prova de seu ministério. Você deveria pedir ao
irmão Frank que lhe contasse tudo a respeito em alguma oportunidade.
Por certo eu desejava abandonar minha velha e silenciosa
igreja batista imediatamente e filiar-me com os irmãos que comungavam o mesmo
pensamento na igreja batista de Belvedere. Mas o Senhor disse: Hill, ainda não terminei
com você em sua congregação atual. Em verdade, você não está pronto para sair,
até que esteja disposto a ficar.
Três anos mais tarde, eu havia aceitado a igreja onde estava
e por fim aprendi a grande lição de respeitar o direito que outros têm de não
terem a mesma opinião.
Então me senti livre para sair, regozijando-me e unindo- me
à igreja batista Belvedere onde, no dia de hoje, 90% dos membros se encontraram
com Jesus como aquele que batiza, bem como Salvador, com o sinal
neotestamentário de falar em novas línguas.
Não é Jesus maravilhoso?
Mais e mais estou ainda mais que disposto a confiar emu
assim:
Deus em todas as coisas, porque tenho visto o que ele pode
fazer. Houve tempo, e não vai longe, quando certo número de pessoas em nossa
vizinhança estavam construindo refúgios contra bombas. Baltimore é um alvo estratégico
devido às suas indústrias e à sua vizinhança
de Washington.
Assim, um dia, meu sócio disse:
— Creio que fiz algo que vai causar-lhe tristeza.
Chamei um empreiteiro para construir-nos um refúgio subterrâneo
na fábrica.
— Bem, isso não me causa nenhuma tristeza, absolutamente
— disse eu.
— Não mesmo?
— Não mesmo. Se você acha que precisa de um abrigo
subterrâneo contra bombas, então, com toda a confiança, faça-o. Mas não se
preocupe em providenciar acomodação alguma para mim. Não desejo uma cela subterrânea.
Não preciso disso, porque tenho uma promessa de Deus.
Eu havia topado com este texto bíblico: “Porque foste . . .
refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque dos tiranos o bufo
é como a tempestade contra o muro” (Isaías 25:4).
Meu Deus diz: “Confia em Jesus.” O vento tempestuoso não me
amedronta.
Examinei as plantas e vi que as especificações para o refúgio
contra bombas incluíam um revólver, para atirar nos vizinhos se tentassem invadir
nosso refúgio em busca de abrigo. Não tínhamos lugar para compartilhar ou para oferecer-lhes,
de modo que tínhamos de estar preparados para matá-los se tentassem à força
unir-se a nós.
— Vá em frente e construa seu abrigo contra bombas, disse a
meu sócio, e equipe-o com seu revólver e se sinta livre depois de umas duas
semanas, ou meses, quando a explosão tiver abrandado um pouquinho, para que
você saia a comer grama queimada, e cães e gatos chamuscados, e os filhos dos
vizinhos também queimados. Mas não conte comigo. Não preciso disso. Jesus é meu
abrigo contra os vendavais. Aleluia!
Acha você que desejo permanecer num subterrâneo por uma
semana, ou um mês, e sair para uma vida agitada? Eu vou direto para cima. Não é
melhor isso?
Naturalmente, há momentos de ansiedade, mas não duram quando começamos a louvar a Jesus por sua presença imediata e seu imediato poder. Não quero dizer além, no futuro distante. Quero dizer agora mesmo, aqui mesmo. Se o reino está dentro de nós, como Jesus disse que está, então as coisas do reino — justiça, paz e alegria — fluirão de nós, aqui mesmo, neste instante, em nossa experiência ao viver vitoriosamente.